Arquivos mensais: Abril 2011

Para memória futura…

… e por uma questão de coerência, relembro o que disse aqui: Não há um modelo de avaliação que venha a ser aceite e entendido por todos os professores a não ser que esse modelo encerre uma dimensão exclusivamente formativa. Há que defender uma avaliação de desempenho dissociada da progressão na carreira; há que defender uma avaliação que promova o desenvolvimento profissional e a cooperação inter-pares.

Uma avaliação de desempenho externa ou com forte componente externa, como antecipou o Paulo, servirá para muita coisa, designadamente, a reanimação das Universidades, mas não irá testar a proficiência profissional porque se desenvolverá fora da sala de aula, em contexto de ensino artificial.

A farsa continua!

O Tribunal Constitucional declarou hoje a inconstitucionalidade da revogação da avaliação do desempenho docente, cuja fiscalização preventiva tinha sido pedida pelo Presidente da República.

A decisão é inequívoca e o processo prosseguirá o seu curso. A ADD deve cair de podre como o governo: O governo não governava, a ADD não avalia! A realidade irá superar a mistificação. Por muito que nos custe o embuste!

Uma mão lava a outra.

Veiga Simão lamenta destino da avaliação de desempenho dos professores

O ex-ministro da Educação José Veiga Simão, que esta quarta-feira, recebe o doutoramento honoris causa pelo ISCTE, uma das várias instituições de Ensino Superior que criou, lamenta que a avaliação dos professores tenha acabado revogada na Assembleia da República.

[…]

O elogio de Veiga Simão vai estar a cargo de Maria de Lurdes Rodrigues, uma ministra que afirma ter tentado introduzir reformas com “grande seriedade”, apesar de polémicas.

O que é uma greve de zelo?

O Ramiro prevê “que os professores, os médicos, os magistrados, os juízes e os técnicos da administração pública vão ser os únicos a sofrer novo corte nos salários sob a forma de retenção dos subsídios de férias e de Natal sem prazo para devolução.”

Também considero vergonhoso e lamentável que sejam sempre os mesmos a suportar os erros alheios, erros de quem nos desgoverna.

Como resistir a esta ofensiva?

O Ramiro observa que “a continuarmos nesta via, os professores e restantes funcionários públicos abrangidos pelo novo corte ver-se-ão obrigados, em breve, a fazerem greve de zelo por tempo indeterminado.”

Greve de zelo?!

Ainda não percebi o conceito aplicado à função docente. Mas soa-me bem. Resistir pela via da greve também me parece bem. O problema é que a greve ainda é considerada por muito boa gente como coisa do passado, retro. Mesmo que se aclarasse o conceito de zelo aplicado à nossa função, havia que superar o “velho” preconceito.

Crónica de pasquim…

… ou uma crónica rasca que qualifica mais o seu autor que o visado.

25 de ABRIL SEMPRE!

Isto só lá vai com uma barrela

in: Visão, 21 de Abril de 2011

Visão