O que é uma greve de zelo?

O Ramiro prevê “que os professores, os médicos, os magistrados, os juízes e os técnicos da administração pública vão ser os únicos a sofrer novo corte nos salários sob a forma de retenção dos subsídios de férias e de Natal sem prazo para devolução.”

Também considero vergonhoso e lamentável que sejam sempre os mesmos a suportar os erros alheios, erros de quem nos desgoverna.

Como resistir a esta ofensiva?

O Ramiro observa que “a continuarmos nesta via, os professores e restantes funcionários públicos abrangidos pelo novo corte ver-se-ão obrigados, em breve, a fazerem greve de zelo por tempo indeterminado.”

Greve de zelo?!

Ainda não percebi o conceito aplicado à função docente. Mas soa-me bem. Resistir pela via da greve também me parece bem. O problema é que a greve ainda é considerada por muito boa gente como coisa do passado, retro. Mesmo que se aclarasse o conceito de zelo aplicado à nossa função, havia que superar o “velho” preconceito.

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2 thoughts on “O que é uma greve de zelo?

  1. ramiro marques 26/04/2011 às 16:08 Reply

    Miguel
    O problema das greves na função pública é que quem fica a ganhar é o patrão. Uma greve prolongada na função pública corresponde a mais um corte nos salários.
    Greve de zelo é produzir menos porque se procura cumprir tudo até à última regra. Por exemplo, reuniões de professores a demorarem uma semana. os professores de uma escola resolverem nunca mais acabar as reuniões. Iam levantar processos disciplinares a todos?

  2. Miguel Pinto 26/04/2011 às 20:49 Reply

    Houve, num passado algo distante, uma acção reivindicativa em torno das reuniões de avaliação. Foi o tempo das greves às reuniões. A tutela alterou a lei e hoje a presença dos professores não é indispensável. Não fosse o governo parte interessada, tudo seria mais fácil. Mas o árbitro é também jogador e a luta é muito mais difícil porque as regras do jogo acabam por ser acertadas em função dos interesses da tutela. Percebo a tua ideia, Ramiro, mas vejo dois problemas com o zelo: um problema ao nível da conciliação de vontades (se todos os professores estivessem sintonizados e implicados nas lutas, o governo já tinha arrepiado caminho); e outro problema ao nível da própria concepção de zelo (cumprir tudo até à última regra significa, em termos práticos, agravar o tempo de trabalho individual).

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