Arquivos mensais: Setembro 2004

Liderança política acéfala.

“Políticas de desenvolvimento do desporto” era uma das temáticas da sessão da tarde do Congresso. Quais os caminhos e os desafios da renovação?

Um desenvolvimento desportivo imoral reduzido a uma das suas dimensões – o espectáculo desportivo – augura um futuro sombrio. Pior do que uma má ideologia desportiva é a ausência dela. Sem ideologia não existe política. E sem política não é possível acautelar o futuro.

Será esta a representação do nosso desenvolvimento desportivo?

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Das desculpas às explicações!

Não quero crer que o enigma das listas de colocação de professores seja um problema exclusivamente financeiro.

1º ano

Um prego no sapato fez na semana passada o seu primeiro ano de vida. O Henrique Jorge está de parabéns e tudo leva a crer que neste segundo ano de vida não lhe faltarão pregos no seu sapato.

Escolas da montra

Começo a ficar farto das escolas da montra. São aquelas escolas que presenteiam a inspecção, encarregados de educação e os novos professores com “bonitos” projectos educativos, projectos curriculares de escola e de turma, aqui e ali imponentes jardins relvados numa lógica, muito em voga hoje em dia, do culto da imagem. É o que eu chamo a ditadura do acessório. Depois de vermos uma montra tão bem recheada aumenta, naturalmente, a expectativa acerca da organização da escola. Ora, é aqui que começa o logro. É a escola do faz-de-conta depois de resolvido o problema dos concursos.

(Foi o que me ocorreu escrever depois de ler esta entrada do Manuel.)

A outra margem.

O professor assertivo busca incessantemente o diagnóstico dos problemas e dos conflitos escolares. É a necessidade de perceber o contexto para agir sobre ele que acicata no docente a vigília das relações de poder. É o seu olhar através de uma perspectiva micro política.

O conflito não é na sua essência mau. Pode ser encarado como uma oportunidade para estabelecer pontes que unam as margens das relações profissionais enviesadas.

O tom pessimista que tem escapado das palavras ditas sobre as relações interpessoais na escola, marcadas pela escassez de diálogo entre os profissionais do mesmo ofício, terá de sofrer um revés. Alguém terá de dar o primeiro passo em direcção à outra margem, em nome da nobreza da função.

Será esta a direcção da mudança?

Pragmatismo?

A aula visava esclarecer os alunos sobre a lógica de funcionamento do novo curso. O enquadramento no ensino secundário, a referência ao trabalho de projecto, a estrutura e a forma dos programas, as condições de funcionamento, a avaliação dos alunos.

– Professor, quanto é que “ganharei” com o curso?

Perplexidades….

Qual é o sentido de um trabalho de projecto numa escola balcanizada?

Paradoxos de uma escola situada!…