Outros olhares… a mesma Escola?

O exemplo da Finlândia não costuma vir muito à baila nestas discussões, mas é muito interessante. Só alguns dados: os mesmos anos de escolaridade; entrada na escola só aos sete anos; sistema de um só professor até ao sexto ano; não há exames (só para entrar na universidade ou politécnico); os programas são mínimos, sendo dada às escolas e aos professores liberdade para ensinar como e o que quiserem; poucas escolas privadas; todos os professores têm mestrado, pelo menos; ensino profissional secundário bastante desenvolvido; se não estou em erro, mais de cerca de 70% acaba o secundário (não é obrigatório); uma grande percentagem passa ao ensino superior. O país ficou em primeiro lugar do célebre PISA, que avaliou a literacia e a numeracia. Tudo isto sem grandes discussões, neoliberalismos, radicalismos ou saudosismos. Os Filandeses dizem apenas que fazem o que acham que é mais sensato e, devido à curiosidade de que foram alvo aquando dos resultados do PISA, esperam ficar em 2º ou 3º lugar no próximo estudo.”

(Comentário anónimo)

(Des)ordem…

As angústias e os pesadelos que emanam das disfuncionalidades das escolas, deixam marcas que magoam e corroem, obrigam-nos a protestar, reprimir, silenciar e, em alguns casos, fugir.

Nos momentos de acalmia, olhamos à nossa volta e reparamos que não estamos sós. Talvez porque se procura enganar a fadiga e dar tempo à recuperação, o desejo de procurarmos no outro e na profissão do outro afinidades e pontos de ruptura com esta profissão de professor permite-nos situar.

Isto a propósito de um texto do Henrique que fala da prepotência, da impunidade, do atropelo às regras democráticas, dos acólitos.

Paradoxalmente, é na avaliação da perversidade que encontro motivos para estimar a minha profissão. É o momento em que os exemplos dos outros nos ajudam a perceber o que significa liberdade de expressão. Que corporativismo é este que permite que estes exemplos sejam publicitados, discutidos, censurados quando atentam contra as regras elementares de civilidade ou fazem tábua rasa dos normativos legais?

Uma Ordem?…