Arquivo da Categoria: Sindicatos

De luto e em luta

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Imperdoável, Mário Nogueira…

A manifestação vai correr mal. Os professores da Pró-Ordem não foram convocados… assim como não foram convocados os professores sectários simpatizantes da FNE do PSD.

Imperdoável, Mário Nogueira!

O Filipe de Paulo e os seus apaniguados, cerca de 50, digo eu… vão fazer-se notar pela falta de comparência…

Haja paciência! Será que estes tipos não se enxergam?!

Basta de lamechices!

manif

50%

Para quem gosta de contar as espingardas da insatisfação fica a saber que metade do professorado que devia cumprir atividade letiva lá no meu burgo não se apresentou ao serviço. Ainda é cedo para contabilizar quantos, como eu, ordenaram a marcação da respetiva falta porque nestas coisas de trabalho individual misturado com a formação contínua causa algum embaraço a quem tem de tratar da contagem. Como somos cerca de 20, a percentagem ainda poderá baixar para os 40%.

Nada mal para o que é habitual nestas ocasiões que, mais coisa menos coisa, costuma andar perto dos 30%.

Muito pouco se atendermos à lamechice quotidiana que vai azedando o ambiente nas salas de professores.

Greve Geral: Se o meu avô tivesse rodas era um camião.

É nos momentos em que as palavras não dispensam a ação, como é o caso da adesão a uma greve, que ainda consigo ficar espantado com a candura argumentativa de alguns pseudointelectuais da nossa praça.

Ontem, Carlos Fiolhais, um físico, ensaísta e professor universitário, declarava ao DN: “Esta greve não é eficaz, se eu tivesse a certeza que a minha participação mudaria alguma coisa, obviamente, faria greve

Utilizando a linha argumentativa relativa à eficácia da greve usada por Carlos Fiolhais, Ilídio Trindade, um professor que emergiu dos movimentos de professores contestatários às políticas educativas dos governos Sócrates, afirmava: “Sou favorável apenas a greves que resolvam os problemas. Uma greve de um dia não faz sentido, porque não serve de nada, não tem efeito. E no caso dos funcionários públicos, como são os professores, o Governo ainda vai ficar contente por poupar uns quantos milhões nos vencimentos.”

Esperava mais substância nas razões invocadas quer pelo reputado físico quer pelo colega Ilídio. Um e outro afinaram pelo mesmo diapasão argumentativo mas desafinam na coerência.

Vejamos: o que levaria Carlos Fiolhais a fazer greve? A garantia de que a sua presença seria determinante para o sucesso da greve. É um ideia tão absurda que até custa desmontar. Pensemos em dois exemplos similares para demonstrar a fragilidade argumentativa, um assertivo e um exemplo perverso: 1º posso depreender que Carlos Fiolhais não exerce o seu direito ao voto porque é ínfima a probabilidade de poder determinar o resultado de qualquer eleição; 2º como é despicienda a sua contribuição para o volume de receitas do Estado, posso depreender que Carlos Fiolhais não paga os seus impostos?

O argumento hiperbólico do Ilídio fez escola na governação do governo Sócrates: é o argumento da fuga em frente; é um problema de dose. Chegar ao sucesso reforçando a receita do insucesso. Só que da receita do Ilídio emergem algumas questões que importa responder: Será que o governo infletiria as suas políticas se houvesse uma greve geral de uma semana, de um mês ou de um ano, só com meia dúzia de guerreiros? Neste caso a quantidade importa. De que valeria uma greve de um ano sem adesão significativa? É aqui que se cruza o argumento do Carlos Fiolhais: “Esta greve não é eficaz, se eu tivesse a certeza que a minha participação mudaria alguma coisa, obviamente, faria greve”

Pois…

Ontem, no Rossio…

… encontrei um colega com 37 anos de serviço e que, muito provavelmente, entrará no concurso anual de mobilidade interna.

Como relembra a IC: “Primeiro levaram…… Não era nada comigo”

Manifestação nacional – Porto

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