Arquivos mensais: Fevereiro 2009

Vamos cantando e rindo…

A penhora do ordenado da ministra é uma impossilidade, não só porque «a vontade do tribunal será satisfeita», diz Margarida Moreira, mas também porque «em lugar nenhum da parte decisória é referido qualquer nome, seja o da ministra, seja o de outro qualquer responsável do Ministério da Educação». (in: Sol)

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hummm… e não é que a sra. tem razão: de facto não é mencionado o nome de Maria de Lurdes Rodrigues. 8)

As escolas vão pensar

Pais apelam a escolas que boicotem editora que admite aumentar manuais escolares.
[…] Albino Almeida sugeriu ainda, em declarações, que as escolas «pensem se querem continuar a usar livros da Leya».

Presumo que AA considere legítimo sugerir (e não seria ele a fazê-lo, obviamente) às escolas para que pensem se querem continuar a ser governadas pelo partido político que mais contribuiu para a degradação da escola pública.

hummm… bem, se isto não é um apelo à subversão, eu sou o pai natal. Valha-me Deus!

Concursos de professores 2010/2013

Está aqui: http://dre.pt/pdf1sdip/2009/02/04100/0136601387.pdf

lbjamesHavia tanto para escrever… mas estou de saída. 8)
Sofá bem arreado, uma leitura para ocupar as pausas publicitárias e mais uma noite de sono adiado.
LeBron James justifica apenas uma parte do meu entusiasmo!…

Quem educa pais e treinadores?

“Não é o confronto, a competição, ou o tipo de desporto praticado que determinam automaticamente o valor das actividades para crianças e jovens. É antes do mais a natureza das experiências vividas nessas actividades. São as interacções com os pais, os treinadores, os companheiros, a assistência, que vão determinar o valor qualitativo, a valência, da prática desportiva e se esta representa ou não um verdadeiro factor de formação e desenvolvimento de crianças e jovens.” (Rainer Marteens)

Reflecti muito sobre Educação durante estes dois dias em que estive afastado da blogoEsfera. A localidade de Lousã acolheu uma iniciativa meritória organizada pelo clube de voleibol local e que atraiu centenas de crianças oriundas de várias regiões do país. Como encarregado de educação a peregrinação acontece sempre que a minha filha é convocada a participar neste tipo de evento desportivo.
Fui um espectador atento a tudo o que bulia: como profissional do desporto sou muito sensível ao treino de jovens; como encarregado de educação sou muito sensível ao comportamento e actuação dos “educadores” face às competições desportivas em que participam os seus educandos; como professor sou muito sensível às actividades que suscitam a formação e o desenvolvimento das crianças e jovens.

A principal conclusão a que cheguei é desoladora, embora não surpreendente, para quem vê no desporto um instrumento eficaz na educação para os valores: as crianças e jovens sentem muitas dificuldades em conciliarem as exigências de sucesso – resultado desportivo – na prática desportiva competitiva, sob a influência dos agentes de socialização determinantes (treinadores, pais, companheiros), com os comportamentos inerentes ao Espírito Desportivo.
A pergunta é retórica mas não posso deixar de a colocar:
A quem incumbe definir e desenvolver programas de intervenção para treinadores, pais e dirigentes, com o principal objectivo de enfatizar a responsabilidade própria de cada um, numa orientação e desenvolvimento adequados para o desporto infanto-juvenil?
Dito de outro modo: A quem incumbe educar pais e treinadores?

Escola Cultural

O Ramiro vê na Escola Cultural uma resposta  para combater (alguns d)os problemas com que flagelam a escola contemporânea. Nesta temática andamos no mesmo azimute.

Hoje o Ramiro escreveu sobre o eduquês e decidi provocá-lo:
(Ramiro) Sei que és um “adepto” da Escola Cultural. Como é que respondes àqueles que não encontram diferenças entre esse paradigma de escola e o que designas de eduquês?

Sublimação

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Um bom desporto é aquele que cria beleza na nossa vida. Um bom desporto – sabendo que se trata de um conceito polissémico – é aquele que se pauta por finalidades claras e mobiliza a vontade e o esforço para perseguir objectivos que ficam à frente e acima de nós.
É verdade que me sinto enfastiado com o resultado final de um jogo de futebol. Nunca desprezei esta fonte de paixão que dá cor à alma… e hoje a alma está mais sombria. Mas não será por isso que deixarei de buscar nesta liturgia as referências sociais e morais que facilitam a humanização da humanidade.

Adenda: Cantinho do adepto – O Kompensan actua de imediato ou não?