Depressão pós-entrega/não entrega

Fico em sobressalto quando evoco um tema que não domino. Refiro-me à depressão pós-parto. Perguntam, e bem, se a cabeçada no plinto foi muito grande ou se o jantar foi regado com o tinto da Vidigueira? Direi que das duas hipóteses a certa foi a terceira: Foi o olhar penetrante às relações subjectivas intra-muros que me fez pensar em nados vivos e mortos. Entenda-se o nado vivo como a recusa da entrega dos OI’s e o nado morto a entrega dos (mal)ditos.

Dizia eu, arriscando perder a já escassa credibilidade que tenho junto de vós caros leitores, que o modo como se vive o período pós-entrega/não entrega dos OI’s tem tudo a ver com a depressão pós-parto. Caso ainda não tenham vivido uma situação análoga, estas reacções até podem ser esperadas no período pós-parto imediato e que geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento da criança. E se digo isto é porque as reacções emocionais que os docentes evidenciam incluem sintomas que, jurava se não visse, eram típicas de uma pós parturiente.

Os sintomas incluem crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória. Diz a Wikipédia que as “reacções emocionais não psicóticas ocorridas no período de pós-parto se resolvem espontaneamente em até seis meses, sendo que o manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos, enfatizando a normalidade da sua alteração.”

Seis meses são capazes de ser muito tempo. Espero que a normalidade ainda chegue a tempo das próximas eleições… ou das próximas manifestações, quem sabe.

5 thoughts on “Depressão pós-entrega/não entrega

  1. Esta actividade de parir ou não parir OI’s tem sido um alfobre do mais rico que há!! A tal ponto, que dou comigo a interrogar-me se será mesmo verdade que quanto mais conheço os homens mais gosto dos cães?!!! Mas será que as cadelas também sofrem de síndrome pós parto?!
    O trauma, o medo e a coacção são tudo coisas muito nojentas que para além de provocarem o vómito podem gerar depressão contínua e para que isso não nos faça mossa, o melhor é dar o corpo e a alma à luta. Porque aí, na luta sentida e consciente, qual depressão qual carapuça, ou vai ou racha até ao fim. E as eleições aqui tão perto…

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  2. Antes essa do que a da vergonha da traição. A luta só assim se consegue.

    A depressão pós-parto também pode acontecer mais tarde, dizem os técnicos, mas isso acontece aos mais imponderados.

    Afinal miguel livrou-se de um “estouvo” e manteve a sua dignidade.

    Juntos vamos conseguir!
    A “dormir que nem passarinhos”! 😉

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