Arquivos mensais: Dezembro 2009

Um 2010 pleno de…

O PS não deseja o Acordo, obviamente!

Quebrar Corrente Cada vez mais me convenço que o senhor Pinto de Sousa não quer um Acordo com os professores. E não quer um acordo com os professores como não quer nenhum acordo parlamentar para continuar a alimentar a ideia de que com esta conjuntura a governação é impossível. É como se dissesse aos eleitores: – Estão a ver? Sem uma maioria parlamentar é o caos!

A meu ver, este prolongamento do diferendo com os professores encaixa perfeitamente na sua estratégia pré-eleitoral de vitimização e de onde subjaz uma ideia de ingovernabilidade, estratégia essa que seria obstaculizada com qualquer tipo de entendimento.

A questão que se coloca é a de saber se Isabel Alçada irá continuar a ser uma figurante neste cenário de eleições antecipadas ou se irá bater com a porta ao senhor Pinto de Sousa saindo deste filme de baixo nível com a sua dignidade imaculada.

6 anos na blogoEsfera e a política do eucaliptal.

[Imagem daquimedium_olhar]                                                              O dia em que o outrÒÓlhar comemora 6 anos de intervenção na blogoEsfera ficará marcado pelo fim do estado de graça da equipa que José Sócrates escolheu para o ME. O dia será relembrado pelo dia do Não Acordo. Hoje confirma-se o que há muito tempo os professores vêm prenunciando: Pinto de Sousa é O ministro do governo. Creio que ninguém poderá dizer que ficou surpreendido com o desfecho das negociações, que só diferem das anteriores pelo tom cordato em que se desenvolveram, porque o senhor Pinto de Sousa não sofreu qualquer metamorfose: continua com o mesmo estilo de governação, continua a preferir a política do eucaliptal para a educação, continua a preterir a estabilidade do sistema educativo tornando-o refém de um tacticismo eleitoralista que usa a retórica da negociação apenas para ganhar tempo enquanto se contam espingardas.

PS (salvo-seja): Tal como vaticinei, a FNE respeitará os compromissos assumidos com os professores e não assinará o Acordo. Seria o seu fim se o fizesse. A FNE foi encostada à parede pelas reivindicações claras dos professores.

A bola passou para as mãos do PSD que não sabe bem o que lhe fazer… hummm… o mais provável é atirar a bola para fora para depois ir protestar com o árbitro.

A FNE não é um sindicato autófago!

fne Invariavelmente, exceptuando os anos da malfadada equipa ministerial que juntou os sindicatos numa plataforma, sempre que se atinge o ponto G nas negociações paira no ar a ideia de que a FNE vai roer a corda. Há uma espécie de vocação natural deste sindicato para os acordos fáceis com governos do bloco central. Só que desta vez eu não acredito que o acordo aconteça:

Em primeiro lugar porque a FNE já afirmou, de forma categórica, que sem quotas não há acordo e o ME não abdicou desta sua bandeira na proposta que agora apresenta aos sindicatos. Eu sei que em política a demagogia faz escola, mas convenhamos: tem de haver limites para a mentira!

fne1 E em segundo lugar, a proposta do ME não facilita o trabalho da FNE: sem poder reclamar vitória ou meia vitória, não estou a ver a FNE cavar a sua própria sepultura. É que se o fizesse nem ao PS isso interessaria, como é evidente.

[Ler o acordo de princípios que o ME entregou às associações sindicais.]

Tardou…

gripe … a chegar mas acabou por entrar pelo elo mais fraco. 😦

Música do outròólhar

Fischer Z – So Long

Fruir o Natal.

Na segunda-feira, a ministra da Educação, Isabel Alçada, anunciou que o 3.º ciclo do ensino básico terá um novo currículo, já a partir do próximo ano lectivo. A carga horária é para manter, logo, a tutela tenciona mexer no número de disciplinas. O objectivo, precisou Alçada, é que os alunos tenham “mais tempo” para trabalhar cada disciplina. Haverá “menos dispersão”, acrescentou. (Público)

Se a ideia é formar sujeitos livres, saudáveis, críticos, ávidos de conhecimento; se a ideia é cuidar dos contextos educativos onde se formam estes sujeitos; a discussão que urge realizar terá de focar-se no cidadão que a Escola deve fabricar.

Comecemos a reconstrução da Escola pelo princípio! Não desperdicemos mais tempo com o acessório, com os meios, com as disciplinas que são sempre instrumentais, que a Escola usa para construir esse cidadão.

Há que fruir da grande mensagem de Natal – a ideia de criação -, para fazer renascer a Escola!

Um Bom Natal, companheir@s de viagem blogosEsférica.