Arquivos mensais: Dezembro 2006

2007

O 2006 não foi mau, sobrevivemos.
O 2007 será melhor, persistiremos!

Meios…

No editorial de hoje do DN, João Morgado Fernandes escreve sobre os equívocos da admirável nova Web. Considera o jornalista que um dos equívocos mais perigosos é a associação implícita que está a ser feita entre o novo boom da Internet e o aperfeiçoamento da democracia. Argumenta que a febre participativa apenas reflecte os desequilíbrios existentes de poder, à escala nacional e global, e que a Net nada poderá fazer para interferir nesse status quo. A influência política é apenas uma excepção que confirma a regra. A Net potencia ainda a desarticulação das mais elementares regras de convivência – desrespeito pelos direitos de autor, regras de conduta e a própria lei, isto é, “o mundo virtual ainda não encontrou o seu paradigma civilizacional. […] A Net tem, obviamente, enormes potencialidades, de lazer e informação, por exemplo. Mas convém, agora que temos esse poderosíssimo instrumento ao nosso dispor, estarmos conscientes dos seus limites.

A Net é apenas, e agora sou eu a dizer, instrumental. É um meio que deve subordinar-se aos princípios e aos fins. Entre os meios, os princípios e os fins deve haver um equilíbrio e uma coerência. O único sentido dos meios é serem a condição de realização dos fins. E qual é o fim da democracia? É uma possibilidade de realização da pessoa, de todas as pessoas. Repito, a Net é apenas um meio. A Net só pode ser uma alavanca para o desenvolvimento da democracia se for uma alavanca para o desenvolvimento da pessoa. Há que decifrar, discernir, dar um sentido a esse amontoado de informação que é muitas vezes contraditória…
É aqui que entra a educação! É aqui que entra a Escola! É aqui que entram os professores!

3 anos de reflexão (s)em rede…

2006

2005

2004
(30 de Dezembro de 2003 a 10 de Setembro de 2004)

Serviço público (IV)

Volto, uma vez mais, ao IX Congresso da AEPEC – Associação da Educação Pluridimensional e da Escola Cultural – para assinalar as ausências, que encerram, a meu ver, um elevado significado político: O ME não se fez representar!

Só posso entender esta ausência como mais um sinal da política de avestruz… Mas o melhor é visionar a cerimónia de abertura do congresso…(ver o vídeo)

Serviço público (III)

O blogue Espaços Educativos é um portal de educação que vale a pena explorar.
O colega Alberto Costa está de parabéns por este seu trabalho que é um verdadeiro serviço público.

Breve passeio pelo economês…

Eu percebo, ou melhor, eu julgo que percebo alguns jornalistas. A época não é grande coisa para notícias a sério, das que valem a pena, porque o país está fechado para balanço; e para piorar a situação, os assessores de imprensa do governo terão entrado de férias [seriam bem merecidas aliás] notando-se um abrandamento no caudal de informação bombástica.
Mas dizia eu que a vida de alguns jornalistas não está fácil. Fiquei hoje a saber que

Os portugueses gastaram 2,1 mil milhões de euros em compras, que pagaram por multibanco, durante os primeiros 25 dias do mês. Ao todo, foram 45,6 milhões de operações. E feitas as contas ao segundo, os números tornam-se mais palpáveis: 21 operações que, somadas, corresponderam a um gasto de quase mil euros a cada instante (994).” E como salienta a jornalista, “Estes dados representam um aumento de gastos de 5,4% por cento em relação ao ano anterior, o que até pode ser considerado uma boa notícia. Mas na comparação com o ano anterior – em 2005 tinha havido um aumento de 9% em relação a 2004 – verifica-se um abrandamento no crescimento do consumo com pagamento por multibanco.

Eu que não percebo nada de economês, fiquei confuso. O aumento do consumo, como sugerem estes dados, tanto pode ser considerado uma boa como uma má notícia. Será boa, digo eu, se cada português gastou menos e comprou mais; será boa, se cada português gastou mais com menos esforço do seu orçamento familiar; será má se o inverso suceder. Ou não? É que esta coisa de dizer que o que é bom para a economia pode ser mau para as pessoas deixa-me com uma coceira dos diabos.

Análises…

Não, não se trata de um exercício prático da discursividade crítica. Não, não é uma interpretação da realidade escolar que toma por referência um sistema ideológico declarado ou latente.

Hoje, o olhar foi lançado para outra realidade. Incidiu, literalmente, sobre um diagnóstico… clínico. O envelope, como sempre, foi violado logo que me chegou às mãos. Repetiu-se o ritual: vagarosamente, marcador após marcador, o valor de referência é dissecado até à última página e o ritmo respiratório aumenta sempre que há a tomada de consciência de um valor atípico…
Foi aí que me lembrei desta figura fantástica que a Teresa deixou no Aragem

Que mania esta de me mascarar de Pai Natal… E como gostei da experiência, não largarei o fato no Ano Novo… ;o)