Arquivos mensais: Junho 2008

Será que eles sabem?

José Sócrates reeleito em Atenas vice-presidente da Internacional Socialista.

O único facto que importa registar é que ser socialista não é condição necessária para ser dirigente da Internacional Socialista.

Disciplinas “à la carte”?

Ministério considera “ideia interessante” ensinar história das religiões na escola pública.
Proposta foi feita à Comissão da Liberdade Religiosa pelo patriarca de Lisboa e pela maçonaria

“O Ministério da Educação considera a possibilidade de uma disciplina de história comparada das religiões uma “ideia interessante”. A ideia foi avançada segunda e terça-feira no colóquio internacional sobre as religiões e a paz, promovido pela Comissão da Liberdade Religiosa (CLR).” (Público – edição impressa 29-06-08)

Qual o período de vigência de um plano de estudos? Como se faz um programa de uma disciplina? Quem define os conteúdos curriculares? Com que critérios? A que lógicas obedecem? Deve ou não haver articulação curricular? Se deve haver articulação articular, quem tem a responsabilidade de articular os curricula?…

– Ambrósio, apetece-me algo.
– Uma nova disciplina, senhora?

Até já!

Rufus Wainwright a solo na Casa das Artes – Famalicão

Adenda 1: Muito bom! Seria excelente se se fizesse acompanhar de músicos à sua altura. É que o trabalho de equipa potencia os talentos…

Adenda 2: “Partilha, cumplicidade, arrepios na espinha e comentários espirituosos – eis um pouco do que se pode esperar do muito que é um concerto de Rufus Wainwright. O canadiano regressa a Portugal para duas actuações a solo em Famalicão, a 28 e 29 de Junho.
Rufus tem andado entretido com aventuras como o tributo a Judy Garland, no espectáculo “Judy! Judy! Judy!” (que levou ao Carnegie Hall), e a ópera que a Metropolitan Opera de Nova Iorque lhe encomendou (já se conhece o título, “Prima Donna”). Pelo caminho, lançou “Release The Stars”, que surpreendeu e conquistou a crítica. Encarrilou pela mesma linha intimista e pessoal dos álbuns anteriores, mas já se deixou levar com maior veemência pela tendência épica que Rufus nunca escondeu. No universo “rufusiano”, a melancolia anda de braço dado com o bom humor (aviso a principiantes: o “flirt” com a audiência é constante). Respira-se romantismo, um certo tom de exuberância e, a momentos, até uma atmosfera de religiosidade. Pelo meio, há palavras simples para emoções fortes.”
S.Pe. (PUBLICO.PT)

Rigorosas habilitações ou falta de mão-de-obra barata?

Vítor Lourenço, vereador da Educação, adianta, no entanto, que a maioria dos agrupamentos já aceitou corresponder à proposta e que uma reunião a realizar hoje, sexta-feira, pretende ultimar o processo de modo a garantir que, no próximo ano lectivo, as AEC decorram sem sobressaltos.
O vereador classifica mesmo o ano que passou de “horribilis”, devido a um sem número de alunos que ficaram sem AEC por falta ou desistência de professores e dificuldade em contratar substitutos
.” (Via O Cartel)

O que me espanta não é a eventual impreparação deste ou daquele autarca para determinadas funções. O desenrasca típico, que faz escola no nosso país, pode resultar em assuntos de pequena monta, mas é claramente um obstáculo quando se trata de lidar com problemas estruturantes, como é o caso da educação. Quando o governo acenou com a possibilidade de delegar competências na área do ensino, os municípios não deixaram fugir a oportunidade de aumentar o bolo das finanças locais. O problema muda de forma quando o Estado central decide, como é seu dever, regular e fiscalizar as actividades delegadas no poder local. Neste caso chegou tarde, mas em boa hora, a regulamentação das AEC’s ao nível da contratação dos professores. Diz o vereador da Câmara Municipal de Leiria que encontrou “dificuldades em recrutar professores de Inglês, Música e Educação Física, tendo em conta as rigorosas habilitações exigidas pelo Ministério da Educação e para cargas horárias reduzidas, algumas com apenas quatro horas semanais.”

É evidente que seria muito mais fácil recrutar professores sem habilitações próprias, com habilitações insuficientes e a baixo custo.
O que me espanta, no meio deste imbróglio, é o facto de ainda haver quem pense que para ser professor basta ter sido… aluno.

Futebol, um desporto plural

Quando falámos de futebol queremos destacar: o jogo, a indústria, a ciência, a arte, a estética, o comércio, a educação, a administração, a instituição?

Que critérios para um bom desporto?

Futebol, outròólhar (V)

O futebol rasteiro do dia-a-dia.
Adenda:
António Oliveira chama incompetente ao actual presidente da Federação, e acha que Portugal só pode ambicionar ganhar uma prova internacional se Gilberto Madaíl se demitir ou for demitido.

Futebol, outròólhar (IV)… da axiologia

“A finalidade do desporto é a de ajudar a fazer o homem com pessoa única, singular, distinta. Ajudá-lo a medir-se como sujeito dentro da sua grandeza física, estética, moral e espiritual.
[…] É por tudo isto que enfatizo a necessidade de reafirmar o desporto como um projecto axiológico. São princípios e valores que perfazem o teor da sua missão. Fora deste horizonte não tem qualquer substância humanista e cultual e deixa de pertencer ao reino das coisas mais sublimes que o génio humano inventou.
[…] Onde brilha o dinheiro, empalidecem os ideais. Estes vêem-se arredados da polis desportiva por interesses, mandarins e mandaretes com uma altura e uma grandeza de vão de escada.” (Jorge Bento)