10 medidas urgentes para reabilitar a escola.

1º Os órgãos de gestão não necessitam de mais competências qualitativas do que as que lhe estavam atribuídas no anterior quadro legal (DL 115/A).

2º A assembleia de escola é um órgão acessório e dispensável.

3º O conselho administrativo deve gerir apenas um orçamento de escola que inclui as actividades lectivas e não lectivas.

4º Seria necessário reforçar as competências do conselho pedagógico, com duas secções que poderão funcionar separadamente (necessidade de agilizar o órgão) e que dirão respeito às dimensões lectivas e não lectivas da escola. O presidente do conselho executivo participaria nas reuniões sem direito a voto.

5º Autarcas, representantes dos encarregados de educação, representantes dos interesses da comunidade, representantes do professores e dos funcionários, e os órgãos de gestão (um elemento por escola) devem ter assento no conselho municipal de educação, órgão cujas competências estão definidas na lei.

6º É fundamental que o crédito semanal de horas, a ser atribuído pelo órgão de gestão e a ser considerado no horário dos professores, seja mais flexível para que as actividades não lectivas tenham a mesma dignidade que as actividades lectivas. Esta distribuição deve ter em conta um crédito global de horas mais generoso e, se houver justificação, deve ser superiormente autorizado o alargamento.

7º A base curricular deve ser nacional sendo definido um núcleo de disciplinas e matérias fixo. Além de ser estimulada a oferta de disciplinas alternativas cujos programas poderiam ser construídos localmente com a participação, se a escola assim o entender e a seu pedido, de instituições de ensino superior. Depois de ser cumprido o núcleo de matéria fixo do programa (não muito longo), os professores seriam estimulados a fazer comunicar as actividades lectivas com as não lectivas (MF Patrício designaria estas actividades de interactivas ou de dimensão dialéctica currículo/extracurrículo).

8º Carreira única para os docentes e os representantes dos professores no conselho pedagógico devem ser eleitos em assembleia de grupo disciplinar.

9º Concurso nacional para presidente do conselho executivo/directivo. O presidente do conselho executivo deve ser obrigatoriamente professor com especialização em administração escolar. Limitação de mandatos (de 6 a 8 anos) para todos os elementos do órgão de gestão sendo negada a possibilidade de integrar outra equipa directiva na mesma escola enquanto não terminar o período de nojo (de 6 a 8 anos).

10º A avaliação do desempenho docente deve ser, exclusivamente, formativa.

(Imagem: http://www.vladstudio.com/)

Nim…

«A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) rejeitou a proposta do Ministério da Educação por considerar que, ao nível do pessoal não docente e do parque escolar, “nem todas as preocupações tinham resposta garantida“».

A notícia da guerra entre o ME e a ANMP suscita no professorado reacções ambivalentes. Até parece que vivemos imersos num mar de contradições, interpretadas, muitas vezes, pelo desfasamento entre o desejável e o possível. Enquanto um observador exterior verá uma resistência à mudança, nós vemos uma atitude homeostástica.

Vejamos: O ME, o tal molusco hediondo cujos tentáculos se estendem até à sala de aula, é acusado de tudo querer controlar, limitando a autonomia profissional, coarctando a iniciativa dos professores, só (?) para não perder o controlo ideológico da escolarização. Quando decide descentralizar competências para o poder local, territorializar políticas educativas, alto lá! Descentralizar sim mas ainda não estão garantidas as condições, isto é, o poder local ainda não é de confiança, as redes de caciques estão de “pedra e cal”. Descentralizar com este poder local, não!

Se por um lado é desejável acabar com o grande polvo, por outro lado ainda não é possível porque ao poder local subjaz a lógica dos cefalópodes.
Em que ficamos? Afinal, @s senhor@s professor@s querem o quê?

(Imagem: http://ocheirodalua.blogspot.com/)

Demagogias em torno do tema “violência”

Do mesmo modo que o carpinteiro, que tem o martelo como única ferramenta, trata todos os problemas como se fossem pregos, um professor pode sentir-se tentado a considerar que todos os problemas sociais são problemas escolares,  imputando à escola a responsabilidade da sua resolução.

Cuidado! É demagógico afirmar que o problema das violências pode ser resolvido na escola porque seria exigir demais à escola. Assim como é perigoso afirmar, caros confrades desportistas, que o problema das violências pode ser resolvido nos lugares onde se apela aos valores educativos do desporto porque seria um erro pensar que as pessoas que gerem, treinam e praticam o desporto não se deixam vencer pelos valores rasteiros da dignidade mínima!

(Foto: Trabalho da Escola da Criação ESPM)

Mais ou menos Estado na prática do desporto

Desloquemos por breves instantes o nosso olhar do desporto “espectáculo” lançando-o no desporto “prática”. Passamos, então, do papel de observador – passivo, para o papel de actor principal – activo. Independente da sua condição – adulto mais ou menos jovem, com ou sem limitações físicas ou intelectuais, rico ou pobre,… – o que pode a prática desportiva fazer por si? O que pode fazer o desporto àqueles que estão sob a sua guarda? Presumo que estará a pensar em benefícios higienicistas, estará a pensar no seu potencial socializador, estará a pensar na sublimação da vida, na formação do carácter…

Pense agora no que você poderá fazer pela prática desportiva, sua ou a dos seus concidadãos. Observe as condições de prática que tem ao seu dispor, se existe oferta variada, pense nas oportunidades (ou falta delas), enfim, pense nos meios que são colocados ao seu dispor pela comunidade onde está inserido para satisfazer uma putativa vontade de praticar desporto.

Este simples exercício pode ser o mote para se recentrar a discussão sobre o tema desporto a partir de uma importante dimensão – a prática desportiva. Apesar de vivermos num tempo em que o desporto espectáculo parece relegar para um plano secundário as restantes dimensões que o conceito encerra, há que procurar perceber como o Estado assume ou não a responsabilidade de promover a prática desportiva. E como já estamos num plano ideológico, há que procurar saber se o Estado deve ou não assumir essa responsabilidade ou se deve ser o mercado a determinar quem pode ou não fazer desporto.

Aguardo para ver como este tema será tratado no debate nacional sobre o estado da nação desportiva suscitado pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal.

Cumpridores de promessas alheias

O filme desta olimpíada ainda não terminou. Não só porque ainda há atletas em competição, como será necessário um período de nojo em que se faz o balanço e se relança a próxima olimpíada.

Precipitadamente, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, que anunciou o seu afastamento precoce da presidência do comité olímpico, ainda não deu sinais de ter percebido que cometeu um erro crasso “protocolarizando” resultados que não dependem directamente de si e para os quais ele não pode concorrer fora da arena de jogo. Por muita confiança que deposite nas capacidades dos atletas de elite, mesmo que justificada por resultados anteriores, ele nada poderá fazer para obstaculizar os resultados da concorrência directa e agir sobre os factores de rendimento de cada atleta em competição.

Ora, “protocolizar” medalhas a troco do incremento dos subsídios do governo, só para ganhar uns trocos, para o apoio aos atletas em cada ciclo olímpico é um erro de palmatória que apenas serve os interesses do próprio governo: por um lado, se correr bem, pode exibir os resultados e retirar daí os dividendos políticos; por outro lado, se correr mal, remete a culpa para a programação do COP. Aliás, nos dois intervalos deste filme olímpico (quando correu mal – eliminação do três atletas “medalhavéis”; quando correu melhor – medalhas da Vanessa e do Nélson) observámos os dois registos nas declarações prestadas à comunicação social  pelo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

Não deixa de ser curioso o paralelismo entre este episódio burlesco e os termos em que foi imposto aos professores um determinado modelo de avaliação do desempenho. Os professores, tal como os atletas, viram-se obrigados a resultados, embora desejáveis, insusceptíveis de garantir. O ME, neste caso, fez o papel do COP.

Triste sina a nossa!…

Tribunal popular

Assisti, esta madrugada, à prova olímpica dos 20 Km marcha. Ana Cabecinha conseguiu o oitavo lugar e bateu por nove segundos o “velho” recorde nacional de Susana Feitor. Foi uma prova extraordinária, pelas condições de realização, pelo equilíbrio entre as atletas, pela contingência dos resultados individuais.
Aguardo que a atleta preste declarações à comunicação social, mas apenas na presença do seu advogado.

Estudos da treta

“Afinal os jogos de vídeo podem ser importantes ferramentas de aprendizagem. Alguns contribuem para melhorar a coordenação motora, outros para treinar a capacidade de resolver problemas. As conclusões são de estudos apresentados esta semana por psicólogos americanos.
[…] Mesmo quando os jogos não são educativos oferecem outra maneira de resolver problemas, testar hipóteses, o que faz parte do processo de aprendizagem”. (In: DN)

Estudos tresloucados há-os para todos os gostos. Permitam-me um pequeno desvario: será a “arte” da criminalidade, inquestionável maneira de resolver problemas e testar hipóteses, uma ferramenta para aprender?

Não me surpreenderia nada se os ideólogos do ME se servissem desta inovadora fonte de inspiração. Haja paciência!…

Brincar aos ciclos olímpicos

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, que ontem anunciou que pretende abandonar o cargo, defendeu esta quarta-feira que para Portugal ganhar as medalhas desejadas nos Jogos Olímpicos é necessário rever todo o sistema desportivo do País, na medida em que a acção única do COP é manifestamente insuficiente.
“Se é preciso vir aqui ganhar algumas medalhas é o sistema desportivo português que tem de responder. O COP, naturalmente, com certeza o Governo também, as escolas, o desporto escolar, autárquico e universitário. É todo o sistema integrado de desenvolvimento desportivo. Tem de ser tudo avaliado”, defendeu. (In: Correio da Manhã)

Invariavelmente, no final de cada ciclo olímpico, face à eterna insatisfação pelos resultados alcançados, depois de vermos rolar meia dúzia de cabeças, ecoa a trombeta de alarme: há que parar o país para um debate nacional sobre o estado da nação desportiva.
A moderadora que o país consagrou, depois de regressar dos banhos, agendará dois ou três Prós e Contras com os snipers convidados de sempre. Depois dos desabafos mais ou menos comprometidos dos sujeitos directamente envolvidos, das escapadelas por intervalos da chuva dos políticos e de dirigentes federativos, depois de serem crucificados meia dúzias de atletas desbocados, o país sossegará até final do próximo ciclo olímpico.

O circo do faz-de-conta é nauseabundo!

Urge rever todo o sistema desportivo do País não só pela legítima ambição de fabricarmos campeões, senhor presidente do Comité Olímpico de Portugal, mas, fundamentalmente, porque há que combater o analfabetismo motor das nossas crianças e jovens. E não me refiro à falácia da oferta de actividade física avulsa, como se infere da LBAFD (lei de bases da actividade física e do desporto). Estou a pensar no conceito amputado de desporto que os nossos representantes políticos nos querem impor.

Perdoa-me

Francis Obikwelu anunciou hoje [como o Obikwelu na sua prova, cheguei à notícia com algum atraso] o fim imediato da carreira no atletismo e pediu desculpa aos portugueses por não ir à final dos 100 metros, com o argumento de que era pago por eles para estar nos Jogos Olímpicos.

As declarações do Obikwelu tiveram um efeito imediato: serviram de padrão de uma atitude de autoflagelação pública para aqueles atletas que não obtiveram os resultados expectáveis. Um atleta cuja prestação olímpica fique aquém do que seria desejável deve ser crucificado em praça pública, a não ser que seja redimido através de um acto de contrição e peça desculpa aos portugueses, de preferência em directo televisivo. É a única forma de minorar a dor da plebe. Este veredicto popular  é subscrito pelos penduras olímpicos – responsáveis federativos e ilustres representantes do povo –, que numa atitude sobranceira, despudorada e de populismo barato, aparecem invariavelmente a sacudir a água do seu capote.

Não entendo a necessidade de um atleta ter de pedir desculpas, em público ou em privado, depois de uma pretensa má classificação. Como expliquei (?) na entrada anterior, o que se espera de um atleta é que ele se comprometa com a sua transcendência. Se o fez responsavelmente nada mais há a exigir. É este o sentido da competição desportiva.

Entendo ainda menos a necessidade da utilização de um estranho linguajar economês para explicar insucessos desportivos. Mais do que pedidos de desculpas nós queremos perceber onde falhámos e por que não somos capazes de obter resultados desportivos consistentes.

Se o Obikwelu queria prestar um serviço público fora das pistas talvez devesse ter denunciado o fosso que separa a programação olímpica espanhola da portuguesa [realidade que ele bem conhece]. Como não é possível mexer no passado, pelo menos preparávamos melhor o futuro.

Ignorância olímpica

A excelsa capacidade de superação é um atributo de um desportista de elite. Que bom seria se todos nós fossemos capazes de captar e descodificar os sinais reveladores dessa capacidade. O fenómeno desportivo não teria, apenas, um quadro de referência: a contabilidade do merceeiro.
Pelo teor de alguns comentários depreciativos proferidos por dirigentes desportivos e profissionais da informação após putativos insucessos desportivos fico preocupado. Não deveriam eles olhar para o desporto olímpico e revelar a multiplicidade dos seus aspectos, exaltando a sua valia axiológica e antropológica, aceitando os limites e as limitações de todos?
No ideal olímpico perpassa a ideia de que todos podem vencer. Todos. Porque TODOS se transcendem face às suas circunstâncias. Eu sei, tal como qualquer atleta sabe mesmo que induza o espectador a pensar que não sabe, o significado da exaltação desportiva.

Como eu te percebo Marco Fortes!…

ECD: (Re)acção de luta – Equívoco 2

Concordo com o fjsantos: “a centralidade do debate tem que ser feita em torno da dicotomia avaliação/classificação e dos objectivos que presidem a cada uma destas ideias.” É pela via da clarificação destes conceitos que podemos preparar o toque de finados do ECD. Compreendo a necessidade de retocar este modelo de avaliação do desempenho docente procurando minimizar os danos, ora redefinindo o conteúdo funcional, ora ganhando umas migalhas no horário semanal de trabalho. Numa lógica de negociação de curto prazo está certo. É bem pensado. Mas… e depois?

Talvez esteja a ser inconveniente mas não consigo desligar esta rotina de reflexão e crítica da acção propriamente dita. Se a ideia é fornecer o suporte teórico para ser usado em devido tempo pelos sindicatos, então há que saber qual a abertura e receptividade dos nossos representantes legais. Atendendo à qualidade de massa cinzenta que forma o corpo docente seria um desperdício que ficássemos por aqui. É preciso acção política e não estou a vislumbrar [eu sei que ainda estamos em período de banhos] nenhuma organização, excepto a sindical, capaz de liderar a luta política.

Seria um equívoco pensar que meia dúzia de snipers opinadores consagrados, mais ou menos independentes e bem posicionados junto da comunicação social, resolverão o problema que foi criado com este ECD.

ECD: (Re)acção de luta – Equívoco 1

O Ramiro relançou o debate sobre a avaliação do desempenho docente. Justifica esta sua (re)acção pela necessidade de “criar argumentos racionais, rigorosos e coerentes para que os professores possam justificar a luta pelas alterações ao ECD e ao modelo de avaliação burocrática de desempenho.”

Sendo louvável o esforço (de demonstrar a incoerência das políticas educativas deste governo) ele será inócuo porque assenta no pressuposto de que este governo é sensível ao argumento científico ou ao argumento do bom senso e da prática vivida.

Já se percebeu que os ventos da racionalidade económica determinam o sentido das políticas sociais. Mais urgente do que procurar argumentos é preciso procurar aliados. Há que pensar hereticamente, como diria Apple. Há que procurar alianças tácticas onde elas forem possíveis e onde elas implicarem benefício mútuo – desde que essas alianças não ponham em risco as crenças e valores humanistas.

Marco

Este é um tempo que requer capacidade de adaptação à mudança. É nossa obrigação, pois, influenciarmos o sentido dessa mudança. Simbolicamente quero marcar este tempo com um novo espaço. Após uma breve passagem pelo Sapo (escrita extensa, rebuscada), cerca de 9 meses (o embrião ganhou vida), a blogosfera foi um espaço de questionamento introspectivo. Já no Blogspot, a discussão e a informação tomou conta do espaço. Foi um olhar para o olhar do outro que se materializou na criação de dois blogues comunitários – o Aragem e o Educação Física e Desporto – Diferentes Olhares? – e no acompanhamento de dezenas de blogues dedicados à coisa educativa.

Após 4 anos de escrita quase diária mudo de linha, sigo agora outro trilho. Não será o fim de linha, portanto, será apenas um ligeiro desvio de rota para o mesmo destino, porque há que manter no horizonte o mesmo destino: o auto-aperfeiçoamento.

Revelado o motivo profundo, urge aclarar o objecto de sempre: o contexto educativo, a escola situada, a política educativa, o sujeito que se vai revelando em cada (in)acção; e os instrumentos de sempre: a informação, a reflexão e a crítica. O estilo? Quiçá mais provocador e incisivo…

Siga por este trilho: https://olhardomiguel.wordpress.com

Marco

Este é um tempo que requer capacidade de adaptação à mudança. É nossa obrigação, pois, influenciarmos o sentido dessa mudança. Simbolicamente quero marcar este tempo com um novo espaço. Após uma breve passagem pelo Sapo (escrita extensa, rebuscada), cerca de 9 meses (o embrião ganhou vida), a blogosfera foi um espaço de questionamento introspectivo. Já no Blogspot, a discussão e a informação tomou conta do espaço. Foi um olhar para o olhar do outro que se materializou na criação de dois blogues comunitários – o Aragem e o Educação Física e Desporto – Diferentes Olhares? – e no acompanhamento de dezenas de blogues dedicados à coisa educativa.

Após 4 anos de escrita quase diária mudo de linha, sigo agora outro trilho. Não será o fim de linha, portanto, será apenas um ligeiro desvio de rota para o mesmo destino, porque há que manter no horizonte o mesmo destino: o auto-aperfeiçoamento.

Revelado o motivo profundo, urge aclarar o objecto de sempre: o contexto educativo, a escola situada, a política educativa, o sujeito que se vai revelando em cada (in)acção; e os instrumentos de sempre: a informação, a reflexão e a crítica. O estilo? Quiçá mais provocador e incisivo!?…

Intermitência

Incapaz de me libertar desta deliciosa rotina, depois de lançar um breve olhar para os blogues dos confrades, sem deixar rasto, pé ante pé… ou melhor, clique ante clique, deixo apenas que um neurónio se dedique às coisas da educação durante uma visita supersónica aos blogues do Ramiro e do Paulo, sem nada escrever, sem nada acrescentar.
Será que busco os cheiros do antigamente como o fez Rubem Alves?
Ou será que busco, somente, os cheiros da minha circunstância?

Até breve!