Arquivos mensais: Agosto 2008

Alma…

… depenada 😉

10 medidas urgentes para reabilitar a escola.

1º Os órgãos de gestão não necessitam de mais competências qualitativas do que as que lhe estavam atribuídas no anterior quadro legal (DL 115/A).

2º A assembleia de escola é um órgão acessório e dispensável.

3º O conselho administrativo deve gerir apenas um orçamento de escola que inclui as actividades lectivas e não lectivas.

4º Seria necessário reforçar as competências do conselho pedagógico, com duas secções que poderão funcionar separadamente (necessidade de agilizar o órgão) e que dirão respeito às dimensões lectivas e não lectivas da escola. O presidente do conselho executivo participaria nas reuniões sem direito a voto.

5º Autarcas, representantes dos encarregados de educação, representantes dos interesses da comunidade, representantes do professores e dos funcionários, e os órgãos de gestão (um elemento por escola) devem ter assento no conselho municipal de educação, órgão cujas competências estão definidas na lei.

6º É fundamental que o crédito semanal de horas, a ser atribuído pelo órgão de gestão e a ser considerado no horário dos professores, seja mais flexível para que as actividades não lectivas tenham a mesma dignidade que as actividades lectivas. Esta distribuição deve ter em conta um crédito global de horas mais generoso e, se houver justificação, deve ser superiormente autorizado o alargamento.

7º A base curricular deve ser nacional sendo definido um núcleo de disciplinas e matérias fixo. Além de ser estimulada a oferta de disciplinas alternativas cujos programas poderiam ser construídos localmente com a participação, se a escola assim o entender e a seu pedido, de instituições de ensino superior. Depois de ser cumprido o núcleo de matéria fixo do programa (não muito longo), os professores seriam estimulados a fazer comunicar as actividades lectivas com as não lectivas (MF Patrício designaria estas actividades de interactivas ou de dimensão dialéctica currículo/extracurrículo).

8º Carreira única para os docentes e os representantes dos professores no conselho pedagógico devem ser eleitos em assembleia de grupo disciplinar.

9º Concurso nacional para presidente do conselho executivo/directivo. O presidente do conselho executivo deve ser obrigatoriamente professor com especialização em administração escolar. Limitação de mandatos (de 6 a 8 anos) para todos os elementos do órgão de gestão sendo negada a possibilidade de integrar outra equipa directiva na mesma escola enquanto não terminar o período de nojo (de 6 a 8 anos).

10º A avaliação do desempenho docente deve ser, exclusivamente, formativa.

(Imagem: http://www.vladstudio.com/)

Nim…

«A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) rejeitou a proposta do Ministério da Educação por considerar que, ao nível do pessoal não docente e do parque escolar, “nem todas as preocupações tinham resposta garantida“».

A notícia da guerra entre o ME e a ANMP suscita no professorado reacções ambivalentes. Até parece que vivemos imersos num mar de contradições, interpretadas, muitas vezes, pelo desfasamento entre o desejável e o possível. Enquanto um observador exterior verá uma resistência à mudança, nós vemos uma atitude homeostástica.

Vejamos: O ME, o tal molusco hediondo cujos tentáculos se estendem até à sala de aula, é acusado de tudo querer controlar, limitando a autonomia profissional, coarctando a iniciativa dos professores, só (?) para não perder o controlo ideológico da escolarização. Quando decide descentralizar competências para o poder local, territorializar políticas educativas, alto lá! Descentralizar sim mas ainda não estão garantidas as condições, isto é, o poder local ainda não é de confiança, as redes de caciques estão de “pedra e cal”. Descentralizar com este poder local, não!

Se por um lado é desejável acabar com o grande polvo, por outro lado ainda não é possível porque ao poder local subjaz a lógica dos cefalópodes.
Em que ficamos? Afinal, @s senhor@s professor@s querem o quê?

(Imagem: http://ocheirodalua.blogspot.com/)

Demagogias em torno do tema “violência”

Do mesmo modo que o carpinteiro, que tem o martelo como única ferramenta, trata todos os problemas como se fossem pregos, um professor pode sentir-se tentado a considerar que todos os problemas sociais são problemas escolares,  imputando à escola a responsabilidade da sua resolução.

Cuidado! É demagógico afirmar que o problema das violências pode ser resolvido na escola porque seria exigir demais à escola. Assim como é perigoso afirmar, caros confrades desportistas, que o problema das violências pode ser resolvido nos lugares onde se apela aos valores educativos do desporto porque seria um erro pensar que as pessoas que gerem, treinam e praticam o desporto não se deixam vencer pelos valores rasteiros da dignidade mínima!

(Foto: Trabalho da Escola da Criação ESPM)

Alma…

…lavada.
Agora sim. Aparentemente, estou preparado para sofrer uma nova investida; agora há que desafiar a besta. 😉
Há novidades?…

Aviso à navegação

Nas próximas horas darei um pulo até ao outro lado da península. Sendo relativamente longo, do salto não resultará qualquer medalha.

A expectativa é outra: que esse tempo me ajude a acreditar que é possível agarrar o “touro pelos cornos” já a partir de Setembro. 😉

Boa semana!

Afinal, o que distingue Sócrates de Valentim?

“Ele [José Sócrates] até anda a copiar o que eu já faço há muitos anos. Até já anda a oferecer computadores e a levar os velhinhos a passear pelo país…”
Valentim Loureiro, “Expresso”, 23-08-2008

É, de facto, uma frase bem escolhida pelo Público. É tão raro concordar com o major…