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Destaque – educaportugal

O André Pacheco decidiu recuperar alguns textos de 2004. Ainda bem que o fez. Como continuam atuais!…

Releio os meus comentários e concluo, com regozijo, que o tempo não me corroeu o pensamento.

Bom domingo!

E o professor piu!, no blogue do Luís.

Iniquidades

Que país é este onde não existe qualquer impedimento, moral ou constitucional, para reduzir unilateralmente os salários dos trabalhadores ao mesmo tempo que pactua com este tipo de pornografia?

(imagem in: http://aventar.eu/2011/10/08/pornografia-2/)

Um pormenor não despiciendo.

“Lição magistral

O Ministério da Educação suspendeu o pagamento aos melhores alunos do Ensino Secundário dos prémios de mérito instituídos há 3 anos, no valor de 500 euros, e que deveriam ser hoje entregues.
Não conheço o Despacho justificativo do Ministro, mas notícias dizem que a distinção continua a fazer-se, sendo que os distinguidos deverão escolher uma instituição ou família carenciada a quem o dinheiro será entregue. Medida referida como sendo “para incentivar a solidariedade”.
Num Estado de direito, os fins não justificam os meios e a primeira obrigação do Estado é honrar os seus compromissos. E, se se tinha comprometido a dar um prémio pecuniário aos melhores alunos, deveria entregá-lo. Ponto final. Todavia, os alunos não recebem, o que já é mau. Mas, pior. O Ministério mantém a entrega, mas obriga os alunos a doá-lo para fins sociais.
Claro que os alunos deixarão de ter qualquer confiança no Estado, e também desconfiarão das solidariedades que se apregoam, mas feitas a expensas alheias e não à custa própria.
Nuno Crato, que admiro por aquilo que tem defendido para o ensino, cometeu um erro grave. Gravíssimo, mesmo. Mais uma vez, no melhor pano cai a nódoa. Bem suja.
A não ser que tivesse querido dar uma aula prática a todos os jovens de como o Estado não é confiável. Se assim foi, tratou-se de uma lição magistral. Os alunos com certeza que compreenderam tudo. Ou não se trate dos melhores alunos.”

Publicada por Pinho Cardão em http://quartarepublica.blogspot.com/2011/09/licao-magistral.html

Só não subscrevo integralmente est post porque Pinho Cardão falhou o alvo no último parágrafo.

Onde se lê Estado, devia ler-se PSD/CDS e PS.

De facto, Nuno Crato deu uma excelente aula prática a todos os jovens de como os partidos que nos têm (des) governado não são confiáveis. Este Estado tem um rosto e tem responsáveis políticos. Percebo o incómodo, mas não confundamos Estado com a governação do mesmo.

Cortes (na educação) a pretexto da crise…

Do blogue Ladrões de Bicicletas:

Cortar com uma mão para dar com a outra

(Postado por NUNO SERRA)

Uma boa pergunta, da Mariana Vieira da Silva, no Jugular: «Se as obrigações da escola pública no ensino básico vão diminuir, por que raio aumenta o valor [de 80 para 85 mil euros por turma] dos contratos de associação?».
É bom lembrar, de facto, que no memorando de entendimento com a troika, no compromisso de «reduzir os custos na área da educação, com o objectivo de poupar 195ME», também estava prevista a «redução e racionalização das transferências para escolas particulares com acordos de associação» [ponto 1.8 do capítulo da Política Orçamental para 2012].
E assinalar, paralelamente, que – no «histórico» plano de cortes da despesa pública – só as medidas relativas à «supressão de ofertas não essenciais do ensino básico», «revisão criteriosa de planos e projectos associados à promoção do sucesso escolar», «racionalização de recursos, nomeadamente quanto ao número de alunos por turma», «encerramento de escolas do 1º ciclo», «ajustamento dos critérios relativos à mobilidade docente» e «outras medidas» – todas elas dirigidas à escola pública – já perfazem um total de 309ME (ou seja, um acréscimo de quase 60% face ao valor inscrito no acordo com a troika).
Para a coligação PSD/PP, os cortes e os sacrifícios, quando nascem, não são de facto para todos.

Coisas de Cabeça

Regresso num passo para voltar no outro ao retiro, quiçá intimista, no qual me encontro para assinalar os 8 anos de blogosfera do Manel.

Um bem-haja pela persistência!

A quem serve o curriculum utilitarista?

Há muito tempo que não lia um post que evidencia de modo tão claro o principal (?) problema que enferma o nosso sistema educativo: um curriculum educacional baseado nas necessidades de sobrevivência, utilitarista e irrelevante face aos desafios do futuro.

Foi no blogue De Rerum Natura que Helena Damião escreveu o post sob um olhar desenvolvimentista. E a mensagem é claríssima: Nós somos tontos porque “ensinamos a apanhar peixes para apanhar peixes, [ao invés de] … desenvolver uma agilidade generalizada que nunca se poderia desenvolver através do simples treino de fazer redes.