Arquivos mensais: Julho 2005

Eu não fui tão longe…

Bestial!!! 70% de níveis negativos!!! Conseguimos!!!

A propósito deste texto retirado do Inquietacões Pedagógicas e que pouco acrescenta à discussão, ocorreu-me uma questão estranha:

Como é que reagirá o mercado das explicações [da escola paralela] aos resultados dos alunos nas provas de exame?

Foi você que pediu mais autonomia?

O “famoso pacote” de medidas direccionadas para a contenção da despesa pública no sector educativo estão guardadas no site do ME. Pode descarregar no seu computador (formato PDF) o documento Política Educativa e Organização do Ano Lectivo 2005/06.

Deixo por aqui este lembrete para retomar a discussão sobre a autonomia das escolas… quando regressar de férias.

Condições dignas de trabalho… JÁ!

As medidas de redução de privilégios dos professores, iniciadas pelo Ministério da Educação, só farão sentido se forem completadas com a melhoria das suas condições de trabalho.

[…] Um dia de um professor pode ser difícil: é bom que o Ministério o lembre, para também legislar sobre as condições de trabalho dos docentes.”
(In: A Capital, Edição digital n. 384)

Este texto do professor Daniel Sampaio no jornal A Capital fez-me sorrir.

Legislar sobre as condições do trabalho dos docentes? Isso significa reformar o parque escolar. Ou não?

A nossa sala de professores tem um novo recanto.

“Imagine uma sala! Agora… concentre-se: imagine que essa sala é uma… Sala de Professores!!! Consegue ver aquela mesa redonda lá ao fundo? Então consegue ver-nos também!”

Estes quatro amigos estão no blog dos (In)Docentes!

Elefante em loja de porcelana.

Já o revelara por aqui: Aprecio os textos do José Pacheco e não deixo escapar a sua escrita no Educare e na Página.
Neste
último texto, provavelmente motivado pelo ambiente agitado que se vive na escola, JP apela à resiliência dos professores, essencialmente daqueles que ainda não desistiram de o ser. Varela de Freitas tem, pelo seu lado, extravasado optimismo sempre que lança um olhar para a escola a partir do Memória Flutuante. Não será exagero dizer que das Ciências da Educação sopram ventos de entusiasmo que procuram atenuar os efeitos do esmorecimento nos professores e impedir que se agrave ainda mais a qualidade dos serviços educativos.
Num outro quadrante encontramos a escrita de alguns cronistas do regime com grande influência no auditório público que sublinha o quadro negro da situação educativa [e não só] portuguesa e que faz parecer tardio o pacote de medidas coercivas do governo sobre as escolas.
O Ministério da Educação na actual conjuntura tem agido como um elefante em loja de porcelana. Encontrando na opinião pública um clima favorável para a implementação de medidas mais arrojadas, sob as bandeiras do controlo da despesa e da equidade, o Ministério da Educação deixou de ser um parceiro para os professores exigentes com a sua profissão. Colocou-se numa posição de adversário. E deixou de ser um parceiro não porque lhes tivesse cortado regalias imerecidas mas porque as medidas anunciadas atingiram em primeiro lugar os professores mais cumpridores. No fundo, os que gostam de o ser. As medidas a que me refiro concretamente têm a ver com a diminuição do tempo de preparação [há quem lhe chame componente não lectiva] e a consequente intensificação do trabalho docente.

Adenda: Aguardemos que o elefante abandone a loja para que se avaliem os danos.

As palavras da Lucília.

A propósito das animadas conversas que os amigos comentadores têm mantido por aqui, destaco esta entrada da Lucília no Conversamos.

Passe por lá e… converse.
Opiniões não são como os gostos, discutem-se.
Se não se discutissem, seriam dogmas em vez de opiniões.
Um dos elementos que podem ser decisivos é colocar as coisas sobre a mesa, assumir que temos de discutir o que fazemos, na esfera profissional e nas outras esferas também.
E discutir não é zangarmo-nos pelas diferenças de opinião.
É muito mais no sentido de procurar as raízes das coisas, do debate de razões ou dos fundamentos das práticas – porque ter uma opinião não pode ser couraçar-se, fechar-se numa redoma mas antes confrontar-se com provas, factos e evidências.

E julgo que as opiniões não valem todas o mesmo, não são todas igualmente respeitáveis.
Como afirmou Savater, todas as pessoas são respeitáveis; algumas opiniões não são.
Pensar que a opinião de todos vale o mesmo é uma falácia, uma pretensa liberalidade.
As ideias não valem a não ser que quem as sustente possa aduzir provas, dados, raciocínios.
Quando se afirma opinião, tem de se ser capaz de fundar e justificar essa opinião de forma consistente.

Será necessário demonstrar ou basta… argumentar?