Arquivos mensais: Outubro 2009

Pare um instante :)

Genial!

ADD e ECD no Expresso da Meia-noite – Um breve comentário.

Expresso Uma agradável tertúlia, promovida pela Associação de Pais à qual pertenço, não me permitiu assistir, em directo, ao Expresso da Meia-Noite na SICN. Acabo de ver o debate:

. Mário Nogueira adoptou um assertivo estilo conciliador e parece determinado a procurar os consensos necessários para resolver as questões essenciais: divisão da carreira e alteração ao modelo de avaliação;

. Pedro Duarte do PSD revela um elevado sentido de responsabilidade porque evitou protagonismos, quase sempre bloqueadores de consensos, e centrou-se nas duas questões essenciais. Foi sagaz porque soube deslocar a questão da ADD para o ECD e demonstrou que as políticas do anterior governo são débeis porque são conceptualmente erradas, não só no plano político como no plano técnico.

Quando confrontado com o problema do aumento da despesa, após o canto de finados do actual ECD, Pedro Duarte foi ambíguo e deixou escapar a ideia de que a progressão na carreira teria de ser dificultada. Terei entendido mal?

. Diogo Feio fez a intervenção mais acutilante. Espero que a excessiva “generosidade” das propostas do CDS, mesmo no limite da soberba, não seja um factor de bloqueio durante as negociações parlamentares. Qualquer atitude sobranceira será sempre escusada tanto mais que são reconhecidas por todos as iniciativas do CDS na anterior legislatura.

. O representante do Conselho de Escolas fez em discurso na primeira pessoa preferindo olhar árvore quando devia olhar a floresta. Foi lastimável o uso do argumento de que não se poderia romper com o modelo de ADD porque isso significaria desvalorizar o esforço colossal dos titulares e coordenadores de departamento.

. Ao moderador do programa, Ricardo Costa, fez-se a luz: Só agora percebeu que a carreira dividida foi o pretexto para diminuir a despesa com os professores. Valha-me Deus… mais vale tarde.

Santana Castilho – Um recado para os incautos.

Santana_Castilho_28-10-09
(retirada daqui)

Que saudades do Animal!

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Bluff

Francisco Assis pede paciência aos professores. Primeiro há que esperar pela discussão do programa do Governo.

Muito bem, Francisco Assis. Vou fazer de conta que acredito que este pedido de paciência aos professores, quiçá meio amedrontado e meio envergonhado, é um sinal de que o PS irá tirar um coelho da cartola no programa do Governo.

Claro que se estivesse mais desperto entenderia esta intervenção de outro modo: pensaria que o líder parlamentar do PS pretende esvaziar o repto que a FENPROF fez à Ministra da Educação para suspender urgentemente o actual modelo de avaliação.

ADD – Será que vale a pena desmistificar o modelo aplicado no ensino privado?

Dizem as boas e as más línguas que o PS vai dar uma pirueta na questão da ADD. Para a realização deste exercício tão demagógico o PS contará com a ajuda do CDS. A ideia é repescar o modelo de avaliação aplicado no ensino privado e cooperativo que mereceu, aliás, o acordo da FENPROF.

Relembro que o anterior governo procurou mistificar o defunto Decreto Regulamentar n.º 11/98, de 15 de Maio de 1998 considerando-o um modelo que legitimava uma não-avaliação.

Proponho-lhe um desafio: descubra as diferenças entre um modelo e outro. E como a descoberta necessita de ser estimulada, deixo-lhe dois excertos relativos à abertura do processo de ADD.

Avaliação_part_coop1

Avaliação2_11_98

Não se deixe enganar pelas aparências e vá mais longe à procura do rigor e da excelência da avaliação 8)

[O primeiro fragmento foi extraído daqui; o segundo fragmento foi extraído daqui]

Mexer na ADD e ECD é mexer num mosaico fluído

fluído

A discussão em torno do processo de avaliação dos professores e a eventual alteração do ECD é trespassada por duas dimensões de análise: uma dimensão técnica, que procura a legitimação técnica do modelo de ADD com pressupostos de natureza conceptual e metodológicos; e uma dimensão política, que procura aferir a oportunidade política das alterações, isto é, há que perceber a aceitabilidade do modelo na escola situada, na “opinião pública” e nos meios de comunicação social.

Já não bastava a dificuldade de estabelecer uma discussão “limpa” sobre este processo justamente porque é difícil encontrar um modelo que reúna um elevado consenso entre os especialistas, onde incluo os professores, como ainda temos o problema de estabelecer um acordo entre os nossos agentes políticos “profissionais”, que procuram retirar os máximos dividendos da discussão sabendo que os interesses partidários são muitas vezes antagónicos.

Prever o futuro nestas circunstâncias é impossível porque estamos diante de um mosaico fluído de interesses onde as peças da ADD e do ECD terão de ser substituídas. E como não é possível burilar as peças sem mexer no mosaico, ainda não decidi para onde devo canalizar as minhas energias.

[imagem]