Arquivos mensais: Maio 2010

Nim

O Conselho de Escolas vai propor à ministra da Educação a reorganização dos ciclos de ensino em três ciclos de quatro anos cada.
A reorganização dos ciclos de ensino em três ciclos de quatro anos cada implicaria mudanças ao nível dos actuais 2º e 3º ciclos e secundário.

Álvaro Almeida dos Santos considera que a proposta garante maior “sequencialidade e coerência curricular” ao longo dos 12 anos de escolaridade obrigatória.

Antes de me pronunciar a favor ou contra, e antes de ser tentado a pensar que esta proposta visa, em primeiro lugar, alargar o mercado de trabalho aos licenciados nas Escolas Superiores de Educação que poderão leccionar mais dois níveis de ensino (7º e 8º ano), quero ler a proposta na íntegra.

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Afinal o anho bale…

Como constata o Paulo: “A verdade é que, realizado aquilo que era suposto ser realizado, hoje é domingo e tudo está na mesma.”
Apenso à observação do Paulo que o mar continua revolto e pungido pelas areias húmidas. A verdade é que a abelha zoa, a andorinha chilreia, o anho bale, o bezerro berra e até o cavalo relincha.
Estranhamente, depois da manifestação que juntou cerca de 300 mil funcionários públicos, não houve o tsunami esperado. Malogradamente, o governo não acenou, como deveria acenar, com a bandeira branca suplicando uma trégua, quiçá a renúncia. Não chegou o pedido de desculpas aos funcionários públicos e ao país, com uma menção especial aos professores, pelas medidas (pré)anunciadas. José Sócrates não renunciou ao cargo abandonando a acção política partidária para se dedicar em exclusivo à gestão empresarial, actividade para a qual estará devidamente habilitado já que beneficia de uma experiência governativa marcada pelo sucesso.
Hoje é domingo é tudo está na mesma. Má sorte a nossa…

A Troca da Roda

Até logo…Man29Maio

Estou sentado à beira da estrada,
o condutor muda a roda.
Não me agrada o lugar de onde venho.
Não me agrada o lugar para onde vou.
Por que olho a troca da roda
com impaciência?

(Brecht)

Jogo de espelhos

O líder parlamentar do PS, Francisco Assis, considera a discussão em torno da redução do número de deputados “demagogia pura, fácil e oportunista, dado o momento de crise em que vivemos.

É uma grande verdade que o tempo de crise em que vivemos é chão fértil para a demagogia pura, fácil e oportunista, senhor Assis. O problema é que vivemos permanentemente em crise e a demagogia impregnou-se no discurso político.

E porque falamos de demagogia, ajudem-me a descobrir o argumento invocado para não reduzir o número de deputados. Eu não o encontrei…

Pesar

O Ademar Santos, do Abnoxio, muito provavelmente não irá ressuscitar.

É uma perda irreparável!

BASTA!

Man29Maio Foi uma decisão sensata o apelo da APEDE à participação na manifestação do dia 29 do corrente mês. Espero sinceramente que os outros movimentos de professores sigam este exemplo, deixando para outras núpcias as quezílias e os remoques.

Como referem, e bem, os colegas da APEDE: este é o tempo de dizer BASTA e "exigirmos uma inversão de políticas que não penalize os que sempre são penalizados e que responsabilize quem tem efectivamente de ser responsabilizado".

Valente(s) a provedor(es) para a qualidade do ensino, já!

VO(para ler, clicar na imagem)

aqui fizera referência à esotérica intervenção de Valente de Oliveira (VO) no programa televisivo “Plano Inclinado”. Hoje, o seu homónimo Guilherme publica um texto no Público que designou “O princípio do fim do eduquês?” que é uma pretensa resposta a um artigo escrito no mesmo jornal pelo professor Daniel Sampaio no qual se regozija por ter encontrado um novo aliado para a sua luta contra um inimigo sem rosto – o eduquês.

Esta batalha protagonizada por Valente de Oliveira e outros teóricos “cratezes” atinge contornos surrealistas, porque estes intelectuais se deixaram enredar numa teia de conceitos e pré conceitos avulsos, que denunciam um problema: a qualidade no (sistema de) ensino, ou a falta dela.

Como se trata de uma lógica maniqueísta, basta dizer que uma determinada ideia de escola é promotora do facilitismo para se atribuir ao criador, inquisitoriamente, o epíteto de eduquês. O problema é que a cartilha é liberal ao ponto de se poder virar o feitiço contra o feiticeiro e o algoz acabar por se transformar, num ápice, na própria vítima, a não ser que exista uma consonância absoluta entre os auto-designados anti-eduqueses.

Quantas características de um mau ensino e de uma má escola são aceitáveis para nos livrarmos desse epíteto?

Será que eu, porque considero os exames nacionais uma falácia, não só por razões que se prendem com a fiabilidade dos mesmos mas também por considerar que os exames enformam e deformam o ensino (porque não garantem aprendizagens duradoiras e significativas), posso ser apelidado de eduquês?

Mas é um facto que sempre estive, e não me faltam evidências para o demonstrar, ao lado dos professores, logo, promovo condições para um ensino de qualidade. Será que esta característica me deve transportar para o purgatório dos anti-eduqueses?

Bem… o melhor é eleger Valente de Oliveira a provedor do anti-eduquês e esperar que ele me absolva! Valha-me Deus…

Adenda: Agradeço ao Paulo Prudêncio a chamada de atenção (cf. caixa de comentários). Confundi os dois Valentes embora, coincidência ou talvez não, os dois façam parte da escola “anti-eduquesa”. Meia culpa pelo erro e, em vez de um, proponho dois provedores do anti-eduquês. Irei modificar o título deste texto mantendo o conteúdo do mesmo.