Arquivos mensais: Julho 2009

Blogue em férias! ;o)

fériasRegresso agendado para meados de Agosto.

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Também fui “avisado”, por email, que anda por aí uma espécie de concurso. E que seria prudente que entre cada mergulho visitássemos a página da DGRHE, não vá o diabo tecê-las.
Como o diz que diz tem perna longa, aqui vai o “aviso” da FENPROF, este de teor bem diferente.

M.E. pretende enganar os professores; não está previsto qualquer concurso a Professor Titular!

Os directores dos centros de formação das associações de escolas estão a convocar os directores de escolas, constando, na Ordem de Trabalhos das reuniões, o ponto “constituição do júri da prova pública de admissão ao concurso de professor titular”.
Este ponto é, no mínimo, estranho, na medida em que, de acordo com o próprio ME – e ao contrário do que antes tinha divulgado – não terá lugar qualquer concurso extraordinário e o concurso “normal”, que se encontra previsto na legislação em vigor, já não se realizará na presente Legislatura.
Estranhou-se, por essa razão, não só a pressa em regulamentar a prova de acesso, como a constituição destes júris.
Sabe-se, agora, o que pretende o Ministério da Educação: enganar os professores, criando-lhes falsas expectativas quanto à possibilidade de progredirem na carreira, designadamente através do acesso a Professor Titular.
Efectivamente, os responsáveis do Ministério da Educação preparam-se para, apressadamente, regulamentarem a prova de acesso a Professor Titular, pois essa será a forma de, por um lado, criarem uma grande expectativa em milhares de docentes que, encontrando-se a meio da carreira, foram impedidos de prosseguir a sua progressão; por outro, será absolutamente inócua, para o ME e para os professores, a realização desta prova, pois não terá qualquer efeito prático. Isto porque:
1.º- Para ter acesso a Professor Titular é necessário que o Ministério das Finanças autorize a abertura de concurso, sabendo-se, já, que este não se realizará na presente Legislatura;
2.º- Para poder progredir até aos escalões de topo da categoria de Professor (6.º e 7.º escalões), não basta que os docentes tenham realizado a prova com sucesso, é preciso que tenham sido candidatos ao concurso e não tenham obtido vaga.
Portanto, sem a realização do concurso – que, já se sabe, não se realizará – podem ter lugar todas as provas de acesso a Professor Titular que ninguém acederá.
Estamos, pois, perante mais uma manobra de um Ministério que não tem nada de bom para oferecer aos professores, procurando criar-lhes expectativas que serão frustradas.
Relativamente à divisão da carreira em categorias hierarquizadas, os professores e educadores sabem o que pretendem do Governo (já não deste, que está de saída, mas do próximo): a sua eliminação, sendo essa uma das primeiras reivindicações a apresentar aos futuros governantes.
Com a pressa colocada na organização e realização desta prova, a actual equipa ministerial pretende, ainda, colocar o próximo Governo perante um facto (quase) consumado e uma realidade que, todavia, é contornável: a fractura da carreira docente e a consequente categorização dos professores e educadores. Os professores já provaram, várias vezes, que rejeitam esta divisão e saberão lutar contra ela, não esquecendo que, com excepção do PS, já todos os partidos políticos se comprometeram com a sua anulação.

O Secretariado Nacional da FENPROF

Programa do Desporto Escolar chega tarde e a más horas.

O ME já fabricou o programa do Desporto Escolar para os próximos 4 anos. Anunciado(?) tardiamente e com a maioria dos professores já em férias, o projecto de escola do desporto escolar não emergirá do grupo disciplinar de Educação Física, mesmo que o director assim o deseje. Aqui temos, afinal, uma aplicação da filosofia da coacção que subjaz ao diploma de gestão e administração escolar: O chefe manda e a plebe obedece.

Paliativos

Programa de massagens em escolas previne violência.

Então não previne? Claro que previne. E o ME bem pode prevenir a contestação dos professores e seguir este exemplo. A curiosidade leva-me a sugerir um programa de 5 noites: 1 exfoliação com coco (30′), 1 banho de Baco (30′), 1 massagem Espirit Reviver (30′), 1 massagem para as costas Altlantic (30′), 1 Thalaso de estimulação e hidroterapia (60′), 1 massagem de hidratação facial essencial (60 min), 1 banho Ra (30′), 1 Spa Manicure (45′).

Os profes bem precisam de mimos!
Valha-me Deus!…

Bilhete na mão :)

dk

Epílogo

Entrevista de MLR ao DN

A entrevista vale muito pouco em termos de conteúdo. Dela retiro apenas duas ideias:

  • Uma ideia que justifica uma parte do fracasso deste mandato ministerial: a inaptidão de MLR para negociar.
    Um preconceito arcaico sobre o papel dos sindicatos na vida democrática não lhe permitiu reconhecer o parceiro negocial, logo, inviabilizou as negociações.
  • Uma segunda ideia que justifica a outra parte do fracasso do mandato: a incapacidade de demonstrar a benignidade das políticas.
    Não houve um momento, uma discussão parlamentar, uma entrevista, um discurso, em que se inferisse a preocupação de fundamentar as opções políticas. A manipulação estatística, o enviesamento da informação e a vitimização, foram os estratagemas utilizados durante este mandato para camuflar o verdadeiro sentido das reformas: o emagrecimento do estado e o controlo da despesa no sector.

…Que regresse em paz!

Observatório do efémero.

Graças ao PGuinote fiquei a saber que “O Ministério da Educação, a Universidade Lusíada e a câmara de Famalicão assina(ra)m, esta tarde, o protocolo de criação do Observatório da Melhoria da Eficácia da Escola, disse à Lusa fonte ligada ao projecto.

Faz todo o sentido criar um observatório para a eficiência da Escola. Não faz sentido nenhum criar um observatório para a eficácia. Mais do que um problema de semântica, a prioridade pela eficácia em detrimento da eficiência revela uma visão de escola utilitarista e centrada no efémero.

Surpreendido? Não! Não se esperaria outra coisa desta equipa ministerial.