O outro lado da história de MPinho

mpinhoQue pena. O verdadeiro artista, o meu ministro “predilecto”, foi obrigado a abandonar a cena por ser mal interpretado.
Ao contrário do que dizem as más-línguas, Pinho foi expulso do governo por ter um comportamento indigno de um membro do governo na casa da democracia quando o que se trata é algo muito mais simples e banal. Estamos ou não a passar por um período de crise? Estamos ou não renascer das cinzas pela terceira vez em menos de um ano, segundo dizem os cronistas do governo? Estamos ou não a atravessar um período de vacas magras? Vacas magras… corninhos das vaquinhas? Estão a acompanhar?
Ora, o incompreendido ministro MPinho estava a dizer a um deputado da oposição que as vaquinhas são coisa do passado, corroborando afinal as afirmações do seu colega do governo e ministro das finanças, uns dias antes, que a época das vacas magras, a famigerada crise, acabou. Finito. Foi-se.
Os corninhos, que ele tão graciosamente colocou na sua carola, foram nem mais nem menos uma fabulação perfeitamente inócua.
Valha-me Deus que ninguém entendeu o Pinho. Ele é assim… um ministro básico, prontos… diz o que lhe vai na alma,… não é político profissional, prontos…
É por esta e principalmente pelas outras que eu estou solidário com o Pinho. Não merecia sair do governo pela porta dos toiros. Se saísse pela porta do cavalo, ainda vá que não vá. Sempre era mais digno. Agora pela porta dos curros?!…
Pinho, pá, estou contigo!

Foto: Público