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Rigorosas habilitações ou falta de mão-de-obra barata?

Vítor Lourenço, vereador da Educação, adianta, no entanto, que a maioria dos agrupamentos já aceitou corresponder à proposta e que uma reunião a realizar hoje, sexta-feira, pretende ultimar o processo de modo a garantir que, no próximo ano lectivo, as AEC decorram sem sobressaltos.
O vereador classifica mesmo o ano que passou de “horribilis”, devido a um sem número de alunos que ficaram sem AEC por falta ou desistência de professores e dificuldade em contratar substitutos
.” (Via O Cartel)

O que me espanta não é a eventual impreparação deste ou daquele autarca para determinadas funções. O desenrasca típico, que faz escola no nosso país, pode resultar em assuntos de pequena monta, mas é claramente um obstáculo quando se trata de lidar com problemas estruturantes, como é o caso da educação. Quando o governo acenou com a possibilidade de delegar competências na área do ensino, os municípios não deixaram fugir a oportunidade de aumentar o bolo das finanças locais. O problema muda de forma quando o Estado central decide, como é seu dever, regular e fiscalizar as actividades delegadas no poder local. Neste caso chegou tarde, mas em boa hora, a regulamentação das AEC’s ao nível da contratação dos professores. Diz o vereador da Câmara Municipal de Leiria que encontrou “dificuldades em recrutar professores de Inglês, Música e Educação Física, tendo em conta as rigorosas habilitações exigidas pelo Ministério da Educação e para cargas horárias reduzidas, algumas com apenas quatro horas semanais.”

É evidente que seria muito mais fácil recrutar professores sem habilitações próprias, com habilitações insuficientes e a baixo custo.
O que me espanta, no meio deste imbróglio, é o facto de ainda haver quem pense que para ser professor basta ter sido… aluno.

Divulgação

QUEIXAS DE PROFESSORES

A partir de hoje, passamos a disponibilizar um serviço de recolha de queixas dos colegas professores e educadores, relativas ao seu desempenho profissional, através do e-mail profqueixa@gmail.com.

Todas as queixas recebidas serão reenviadas para:
– Presidente da República;
– Assembleia da República;
– Procurador-Geral da República;
– Vários deputados da Assembleia da República (de todos os partidos representados) e comissões parlamentares;
– Órgãos de comunicação social.

Sempre que assim for solicitado, as queixas serão também publicadas no blog MUP – QUEIXAS DE PROFESSORES, podendo-se, caso vontade expressa, apresentá-las de forma anónima.

A responsabilidade pelo teor da queixa é sempre do emitente que a fez chegar. “(via: mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/)

A escola situada…

Como combater o Abandono Escolar

A Directora de uma turma tem um aluno que já está reprovado por faltas. Prepara tudo para o reprovar e indiciar para retenção. Faz-se a reunião, decide-se tudo e envia-se a acta e afins para o Conselho Executivo.
A DT é chamada ao CE e informada que deve chamar o encarregado de educação do aluno e obrigá-lo a justificar-lhe as faltas. Não pode reter o aluno por faltas.
E assim se atinge o objectivo do naõ abandono escolar, mostrando aos alunos que isso de reprovar por faltas é uma treta de todo o tamanho.
Sinto-me revoltadíssima!!! Com o ME, com os governantes e principalmente com o presidente do CE!!! Isto é uma palhaçada!!!” (Professorinha)”

Na mouche.

«MLR insiste nos lugares comuns e na desfiguração do papel da escola
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse, ontem, em Braga que “a escola actual tem de ser mais aberta e participativa, de forma a formar jovens para a cidadania e para a sociedade do conhecimento”.”A escola tem de formar cidadãos para participarem numa sociedade aberta e participativa, mas tem também de os preparar para serem autónomos, capazes de desenvolver projectos pessoais e profissionais”, declarou.A governante falava durante a sessão inaugural do 1º Congresso Escolar – Ambiente, Saúde e Educação que começou hoje no Mosteiro de Tibães, em Braga.Maria de Lurdes Rodrigues disse que “o sistema de ensino tem de se preocupar em formar cidadãos europeus, mas tendo em atenção que o desafio que os espera é global e não apenas da União Europeia”.Realçou que as escolas têm hoje uma missão diferente e mais difícil do que no passado, dificuldade que se prende “com as novas exigências que o mercado coloca aos jovens que nele entram”. E sublinhou que “o sistema de ensino já não é só um sistema de aprendizagem, posto que tem de responder de forma positiva a novas exigências e sinais sociais, em áreas como a saúde, o ambiente e a cidadania”.

Leia o resto no Público Online.

Comentário

MLR insiste nos lugares comuns e na desfiguração do papel da escola e da profisão docente. Para MLR, a escola serve para tudo menos para cumprir a sua essência: transmitir a herança cultural, científica, artística e tecnológica. MLR opina que a “escola já não é só um sistema de aprendizagem”. Diz que as “escolas têm hoje uma missão diferente da que tinham no passado”. Diferente em quê? Não continuam a ensinar Matemática, Línguas, Ciências, Artes, Tecnologias, História e Geografia? Não continuam a desenvolver o potencial de cada um? Não continuam a fazer a formação cultural e cívica das novas gerações? Repare como MLR desvaloriza o papel da escola enquanto promotora da aprendizagem e valoriza os “novos papéis” de prestação de cuidados sociais e de guarda das crianças e dos jovens. Quando MLR afirma que a escola “tem de responder de forma positiva a novas exigências e sinais sociais”, está a reforçar a desfiguração da escola e da profissão docente, tornando-os agentes que prestam serviços sociais e esquecendo-se de que os serviços sociais devem ser prestados, não pelos professores, mas sim pelos assistentes sociais e educadores sociais.

MLR fala muito, diz sempre a mesma coisa e insiste nos lugares comuns. A sua presença constante nos media e nas escolas é um factor de perturbação. Cada vez que abre a boca lança mais confusão sobre o sistema e aumenta a desmotivação e irritação dos professores.»

(http://ramiromarques.blogspot.com/2008/05/mlr-insiste-nos-lugares-comuns-e-na.html)

O que importa esconder do exemplo finlandês.

“Los finlandeses, los europeos con mejores notas, tienen actividades deportivas todos los días.”

Há evidências nos estudos epidemiológicos que alertam para a importância da adopção de estilos de vida activos como meio de prevenir os riscos de doenças de essência hipocinética, das quais se destacam as cárdio-vasculares.
A adopção de estilos de vida cada vez menos activos, quando aliados aos problemas de obesidade, exige das entidades responsáveis pela Saúde Pública uma acção concreta dirigida à alteração de hábitos comportamentais. É necessário recorrer a um conjunto de estratégias diversificadas [a televisão e os meios de comunicação social jogam aqui um papel essencial] para sensibilizar as famílias para a necessidade de alteração dos seus hábitos de vida. A escola é chamada a colaborar. É indispensável convocar a educação física para dar o seu contributo. Apesar das recentes recomendações do parlamento europeu que desafia os estados membros a aumentarem o tempo semanal da Educação Física, o nosso governo parece incapaz de encarar o problema de frente. As pressões no sentido da redução da carga lectiva semanal fazem emergir o risco de se enveredar pelo caminho mais populista: a diminuição do peso das disciplinas pretensamente secundárias, entre as quais a Educação Física. Aliás, este caminho já foi iniciado, como comprova a presença muito subtil da disciplina nos cursos de educação formação, do ensino básico, e nos cursos profissionais, do ensino secundário.

E assim vamos cantando e rindo com a aposta centrada em programas de educação para a saúde inócuos já que se limitam a iniciativas esotéricas, como por exemplo, as acções de formação com “sabor a papel de música”. Há, no entanto, excepções que confirmam a regra: O programa Pessoa, ainda em fase de implementação, será desenvolvido no concelho de Oeiras e que parece bem desenhado para fazer face a este problema.

Isto vem a propósito deste texto da Glicéria e da sugestão de leitura do Ramiro Marques.

Obrigado

Foi um privilégio colaborar no Correio da Educação. Obrigado, José Matias Alves.

Desafio II

Em resposta ao desafio do Zé Manel do Blog Ruptura de Vizela (a LN acabou por me deixar uma ponta no conversamos?!), aqui vai:

5ª linha, página 161 do Livro ” A escola pública” de João Barroso.

“…e assim proceder a uma melhor distribuição…”

É uma ironia escrever esta linha no momento em que ouço uma intervenção do Carvalho da Silva no programa do Prós e Prós em que se discute o Trabalho.

Aproveito este trama na blogosfera para lançar uma pont(e)a a um conjunto de colegas que muito estimo e que me têm fustigado pelo simples facto de se manterem em retiro blogoEsférico… 🙂

Isabel
Miguel
Henrique Jorge
Henrique Santos
Manel
Maria Lisboa

Adenda: Regulamento
1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.