Arquivos mensais: Dezembro 2008

Bom 2009

2009Se me permitem o atrevimento, lanço três desejos “umbiguistas” para 2009:

1. Saúde para mim e para os meus (próximos e afastados);
2. Que a aversão visceral pelos trauliteiros não me faça perder a lucidez… e o bom humor.

Sentimento de Si docente

Ao deparar-me com este olhar do JMA ocorreram-me duas ideias que traduzem o “sentimento de Si” docente:

1. Apesar da diversidade dos meios e das formas utilizadas, todos os professores presumirão que quaisquer dos caminhos que vierem a trilhar os conduzirão aos autênticos desígnios profissionais – a dignificação dos professores e a promoção das aprendizagens dos alunos;

2. Na ética prática dos professores, existe um forte sentimento daquilo que resulta ou não; das mudanças que serão bem sucedidas e daquelas que o não serão. E todas as estratégias de mudança estarão condenadas ao fracasso se não tiverem em conta os desejos de mudança dos professores. O desejo, como enfatiza Hargreaves, está no centro do bom ensino.

5 anos…

… de catarse. 5 anos (s)em rede. É um outrÒÓlhar sobre o drama da Educação em Portugal!
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Objectivos individuais – Sim ou não?

O João Paulo Videira propõe um desafio à blogosfera docente, uma espécie de sondagem de opinião, que testará(?) o grau de coerência dos professores face à efectiva suspensão do modelo de avaliação do ME nas escolas.
A sua questão foi a seguinte: admite não entregar os objectivos individuais se houver uma acção nacional de contestação concertada nesse sentido?
Pelas razões que adiantei aqui, reduzo, sem empobrecer, a questão à forma mais básica: vai entregar os objectivos individuais?

O que valem os apelos à cooperação?

cooperation-mainHouve um momento hilariante que marcou a última acção de formação em que participei. Alguém na plateia desafiara o formador a partilhar os seus ppt, em formato digital, sabendo que uma cópia desse trabalho fora distribuída a todos os participantes. O Não! seco e repentino proferido pelo formador manteve a plateia suspensa durante breves segundos. Depois vieram as explicações, os direitos à propriedade intelectual, as horas de trabalho gastas, etc., etc. Depois vieram as reacções mais ou menos coléricas, mais ou menos assertivas.

Houve um tempo em que as acções de formação eram espaços agradáveis de se frequentar. Por desânimo, como presumiu o SL num comentário mais em baixo, ou por contaminação da conflitualidade, tenho verificado que todos os encontros intra-classe são momentos de catarse. Apesar de ainda procurar ver oportunidades nos problemas e nas contrariedades, tenho de reconhecer que é cada vez mais difícil encontrar um clima positivo nos rituais profissionais em que tenho participado.

Não cedo à tentação de imputar a responsabilidade destes episódios disruptivos à equipa de 5 de Outubro, embora as políticas errantes de MLR disseminem o caos. O que me preocupa são as relações mercantis entre pares que não auguram nada de bom. De nada valem os apelos à cooperação quando as incongruências emergem das retóricas e, principalmente, das práticas.

[Imagem: http://www.nokia.com.br/A41439432%5D

outròólhar sobre a blogosfera ;)

Argument Clinic – Monty Python

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Um cerco ao Cerco

À margem da carpideira que é suscitada pela estória do vídeo do Cerco a que o JN teve acesso, ocorrem-me 3 pensamentos avulsos:
1. Um mais umbiguista – Quais os significados da frieza e distanciamento com que observo excentricidades na escola pública?
2. Outro mais sociológico – Qual o lugar das competências sociais nos currículos escolares?
3. E outro mais político – “O melhor contributo da liderança é desenvolver líderes dentro da organização que a façam crescer para além da sua própria saída” (Fullan).  Como pode um professor exercer a sua função de costas voltado para os desafios da liderança?