Arquivos mensais: Outubro 2011

O paradigma do rigor

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A entrevista de Nuno Crato ao jornal Público é pobre e reveladora da impreparação do ministro para o cargo. Nem uma ideia de Escola, de Educação e de Ensino.

Contudo, esperava de Nuno Crato uma avaliação rigorosa sobre a sua área de eleição: a contabilidade de merceeiro.

Uma lástima!

Como se “implode” este Estado?

O caminho para o mercado da educação está a ser desbravado! A avaliação das escolas e a promoção da competição entre escolas são mecanismos que dão destaque à eficiência e à competência empresarial. A conjugação dos mecanismos de mercado na educação e as lógicas uniformizadoras que estão subjacentes à redução do currículo e à sobrevalorização das “disciplinas estruturantes” acabam por reproduzir as hierarquias tradicionais de classe social. As crianças “bem dotadas” e que “andam rápido” academicamente, porque encontram no “caldo familiar” os nutrientes culturais que estão plasmados nos currículos, são consideradas mais capazes e mais “atraentes” para as escolas que, face aos mecanismos de concorrência e de liberdade de escolha, passam a selecionar os alunos que lhes garantem os melhores resultados.

Sob o pretexto da crise e da necessidade de se reduzirem os custos com o serviço educacional, são promovidos instrumentos promotores de desigualdades no acesso e no sucesso de crianças e jovens de grupos económicos não dominantes. É neste sentido que eu considero que o Estado terá uma crise de legitimidade, porque “usará” o ensino para expandir as “castas” económicas dominantes transformando-o num processo comercial, não educacional. O Estado, que a maioria partidária que nos governa deseja, é um Estado sectário e elitista. Se a ideia é criar um anátema generalizado sobre o Estado, por outras razões ideológicas, parabéns, estão no bom caminho. De facto, um Estado destes é abominável! É um Estado “fraco”!

Quem é que não deseja “implodir” este Estado?

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PS: A entrevista de Nuno Crato ao jornal Público, amanhã, trará mais algumas peças ao puzzle que acabo de descrever.

Palavras, leva-as o vento!

“Professores desmotivados e indignados terão dificuldades maiores em educar”, alerta Seguro

O problema de Seguro é o problema do PS e pode resumir-se a uma palavra: DESCRÉDITO.

Qualquer verdade dita, por mais óbvia que seja, soará sempre a mentira…

Por onde andaste nos últimos 5 anos, António José Seguro?

Plenário Nacional

Chegou a hora…

A propósito deste apelo do Paulo Prudêncio, chegou o momento de uma reação coletiva congruente com o esforço que tem sido pedido aos professores em nome de uma dívida que não lhes pode ser imputada:

Exigir que as escolas facultem a todos os professores todos os materiais necessários à realização/planificação do trabalho docente.

Nem mais uma esferográfica, lápis, caderno, folha, agrafo, ou o raio que os parta!

Nas próximas reuniões de grupo ou de departamento, há que atalhar caminho e exigir o que nos é devido!

Chegou a hora!…

Ainda há 12 salários dos funcionários públicos disponíveis…

Portugal deve estar pronto para tomar medidas adicionais

Dias felizes!

Foi há 14 anos… 🙂