Arquivos mensais: Dezembro 2010

O que resta do ano novo…

(Imagem retirada daqui)

O ano novo para os professores começa em Setembro. Embora parte dos efeitos do Ano Novo emirja verdadeiramente em Janeiro, os professores têm três meses para edificar a sua mensagem de optimismo ou de desencanto, no plano profissional. Projectando o futuro pelos três meses que já passaram, há a certeza de que o ano que aí vem será um mau ano. E não será pelo discurso empolado e oportunista de um responsável político após a divulgação de um relatório PISA que é possível adoptar uma mensagem de optimismo e de esperança. Bem pelo contrário. Pelos documentos oficiais e oficiosos que se vão conhecendo e que antecipam o novo Setembro, o próximo ano será mais difícil ainda.

Se no plano profissional não é possível sustentar uma mensagem optimista, há que procurar ambientes onde a realização pessoal se materialize.

E assim emerge o meu desejo para 2011 que é um desejo minimalista na forma mas maximalista no conteúdo:

Saúde e relações pessoais dignas e dignificantes!

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Ora agora encavalitas tu…

A recente iniciativa do Paulo Guinote é meritória. Por sua conta, e por conta daqueles que consigo colaboram, tem procurado afrontar o ME, também no plano judicial, algumas deliberações pretensamente ilegais. Faz bem. Não sei se alguma vez o Paulo Guinote e os seus confrades contribuíram monetariamente para as iniciativas judiciais e serviços de apoio ao professor diligenciados pelos próprios sindicatos cujo usufruto foi directo ou indirecto. Como não sindicalizado que se diz ser, presumo que já o terá feito porque não gosta de se encavalitar. Ele e todos os outros colegas não sindicalizados que diligentemente esperam uma nova oportunidade para desancar nos sindicatos.

Espero que a FENPROF faça o caminho pelo seu próprio pé, como o tem feito até agora. E não o deve fazer para evitar remoques ressabiados porque nada do que fizer será imune às críticas. Deve caminhar pelo seu próprio pé porque todos os pareceres que se angariarem serão poucos para conter a avalanche de iniquidades deste governo.

7 anos… na blogosfera

Tempo

Tempo — definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.
Tempo…
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!
Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!

Miguel Torga, in ‘Cântico do Homem

Surreal

O Presidente da República “devia ter dissolvido” a Assembleia da República e feito cair o Governo do PS “no princípio do ano”, para garantir a estabilidade governativa em vez de ter uma “atitude abstencionista”.

Quem o diz é o candidato a Presidente e deputado do PS Defensor Moura no frente-a-frente que o opôs a Francisco Lopes, na TVI.

A comédia virou tragédia!

Para uma classe à parte…

Para quem se recusa a admitir que a função docente é cada vez menos um carreira especial da função pública;

Para quem se recusa a admitir que as lutas dos professores devem ser também as lutas dos funcionários públicos:

O governo relembra!

Chegamos ao ponto de partida

A IGE publicou o relatório da Avaliação Externa das Escolas no qual foram avaliados 300 agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.

Desde 2006, primeiro sob a responsabilidade de um Grupo de Trabalho para a Avaliação das Escolas, depois sob a orientação da IGE, que existe um programa de avaliação externa das escolas.

Face ao quadro de referência definido, a comparação da distribuição das classificações por domínio de 2006-2007 a 2009-2010 (gráfico anexo) permitem-nos perceber os ganhos obtidos ao longo do quadriénio.

Sem me deixar conduzir pelo sectarismo primário, não é possível afirmar que existem ganhos em qualquer dos domínios da avaliação.  Estamos exactamente no ponto de partida.

Um especialista em “economês” dirá que com menos dinheiro, o serviço oferecido pelas escolas não perdeu qualidade.

Um especialista em educação dirá que o barato sai caro. Porque se projectarmos  os danos nos ambientes escolares impulsionados pelo “novo” modelo de gestão escolar, se conjecturarmos os efeitos do ECD na capacidade de regeneração dos professores face à intensificação do seu trabalho, o que se vier a poupar no ME será gasto no Serviço Nacional de Saúde.

IGE

(clique para aumentar a imagem)

Um especialista despretensioso dirá que famigerado modelo de gestão autocrático imposto por MLRodrigues nada acrescentou à qualidade das lideranças, bem pelo contrário, e provocou uma diminuição da capacidade de auto-regulação e melhoria das escolas.

Um especialista em charadas dirá que a eficiência e o rigor era, obviamente, conversa para analistas incautos!

Prenda de Natal

Há sempre que garanta os serviços mínimos em dia de Natal. No melhor basquetebol do mundo, os “sacrificados”do espectáculo desportivo têm sido, invariavelmente, os jogadores dos Lakers. O critério da organização da prova é discutível e, polémica à parte, o jogo entre os campeões em título e os favoritos dos candidatos, digo eu, era garantia de qualidade do espectáculo. Promessa que, afinal, ficou adiada para outros encontros. Os Lakers defraudaram as expectativas enquanto que os Heat cumpriram os que deles se esperava.

Se gosta de basquetebol e quer acompanhar em directo o melhor basquetebol do mundo, não se importa de perder algumas horas de sono e paga a factura da SPORTTV, pouco depois da meia-noite há sempre um jogo para acompanhar.