Conversas de café…

O blogue KØNTRÅSTËS 2.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue.

Ora, deixo aqui mais uma ponta para me unir a essa teia imensa…

1. Sabendo que a blogosfera é uma janela para a vida cibernética, como vê o fenómeno «blogue»?
– A meu ver, o fenómeno blogue é um fenómeno social revelador de sujeitos inquietos que procuram no ciberespaço um ambiente propício para buscar soluções para um rol de problemas particulares e colectivos.

2. Quando acede à blogosfera que tipo de blogues procura?
– Quando entro na blogosfera procuro, normalmente, blogues que tratam problemas educativos. Busco olhares lançados para as singularidades da escola, do currículo, da sociedade. Busco formas de colaboração, espaços de reflexão e teias de conhecimento que permitam construir percursos alternativos para fazer educação.

3. O que o levou a criar um blogue?
– Criei o outròólhar para reflectir com mais intensidade as minhas crenças, para me dizer, me mostrar, de acordo com um quadro de valores que, através do movimento da escrita, (re)pensa sobre meu lugar social.

4. Que balanço faz da sua estadia na blogosfera e da blogosfera actual?
-Três anos depois de lançar o primeiro olhar estou bastante satisfeito como a viagem. A memória, que revisito com frequência, atesta o deslumbramento por uma ideia de escola utópica que se vai materializando, dia-a-dia, na escola situada.

5. Acha que os blogues podem substituir a imprensa online?
– Os blogues monitorizam a imprensa e são implacáveis quando ela se desvia da missão para a qual foi criada. Há zonas de grande proximidade entre a blogosfera e a imprensa online, nomeadamente, nos espaços opinativos, faltando-lhe ainda vocação para a investigação sistemática.

6. Em que medida os blogues influenciam ou influenciaram a sua vida e/ou actividade profissional?
– Utilizo os blogues para corporalizar práticas de auto-avaliação e uso-os como instrumento subsidiário da minha reflexão. Nessa medida, estou a conceder-lhes um lugar muito importante na minha profissionalidade.

7. O que faz um bom blogue?
– Não é fácil responder de modo taxativo a esta pergunta. Arrisco a enunciar um conjunto de características que aprecio nos blogues: têm de ser suficientemente apelativos e provocadores para despertar no leitor a curiosidade e a participação [que não é qualificado apenas pelo número e teor dos comentários que comporta]; têm de ser íntegros no modo como se relacionam com outros blogues ou visitantes; têm de ser actualizados com frequência [no mínimo uma entrada por semana]; têm de ser capazes de nos espantar…

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