O curso tecnológico continuará a ser um filho bastardo?

Admitindo a ambiguidade da questão que termina a entrada anterior, recupero uma discussão mantida no outroolhar e que partiu das seguintes questões:

Qual o sentido, finalidades e funções do ensino secundário? Estará condenado a servir de antecâmara do ensino superior? Será este o destino que lhe querem conferir?

A partir do momento em que deixarmos de considerar o ensino secundário como um ensino de elites, ele abandonará as suas contradições e superará os seus dilemas:

selectividade/democraticidade; obrigatório/facultativo; condição de acesso ao ensino superior/não condição de acesso ao ensino superior; uniformidade/diversidade; etc.

Ora, a questão colocada no post anterior pretende abrir caminho a uma nova discussão. Aparentemente, estará tudo na mesma. Há muito tempo que coexistem os cursos orientados para o prosseguimento de estudos e os cursos tecnológicos. Porém, uma visão utilitarista de ensino transfigurará a utilidade dos cursos tecnológicos. De filho bastardo poderá passar a filho único aproveitando-se da certificação profissional que é reconhecida em toda a Europa Comunitária. Obviamente que não é este o caminho que eu defendo. Mas é um cenário que não podemos desprezar.

Obs: Reuni 6 entradas de uma discussão antiga mantida no desusado Outroolhar sobre o sentido do ensino secundário. Se pretender averiguar o que lá se disse, estão aqui:

Para onde vai o secundário?

Para onde vai o secundário?(II)

A falta das bases.

Ensino secundário livre das amarras.

À educação obrigatória compete a educação geral.

À educação obrigatória compete a educação geral (II).