O “cratês” de vento em popa

Estou seguro que o cratês vai fazer escola, do mesmo modo que o fogo se propaga em ramo seco, por duas razões:

1º porque o modelo de melhoria da qualidade educativa centrado nos aspectos organizacionais adoptado pelo anterior governo foi improfícuo e a ruptura com o passado suscita uma alteração de modelo – cuja centralidade são os resultados escolares;

2º porque há uma carência generalizada de reconhecimento profissional após um longo calvário de ostracização política e é humano, é compreensível, que o professorado adira à oratória da dignificação da função docente pela via do pretenso aumento do rigor. A ideia que passa é que agora é que a coisa vai ser a sério e que já podemos ser levados a sério… O desejo de mudança é tão forte e foi tão reprimido, que basta um enunciado de intenções e de ideias soltas reveladas em tertúlias, descomprometidas com um programa de governação, para que se reacenda a chama.

E quem sou eu para refrear os ânimos?…

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11 thoughts on “O “cratês” de vento em popa

  1. Graca Sampaio 20/06/2011 às 23:31 Reply

    On vera…

  2. NP66 20/06/2011 às 23:44 Reply

    E, sim, para quê refrear os ânimos? 🙂 Haverá algum motivo objectivo e já consubstanciado em “letra de forma” para se andar por aqui acabrunhado? Isto é como os benfiquistas andarem eufóricos com a contratação do Artur… na esperança que deixe de haver “frango à Roberto”! Mas toda a gente sabe bem que um “frango” qualquer um dá… :):)

    • Miguel Pinto 21/06/2011 às 01:15 Reply

      ISto estava a correr tão bem, Nelson… 😉

      • NP66 21/06/2011 às 19:04 Reply

        Olha… eu cá, só de ter deixado de respirar o ar fétido do socratismo… ufffff… até se fosse o Rato Mickey nomeado como ME.. andaria bem-disposto! 🙂

  3. Vitor 21/06/2011 às 14:02 Reply

    Mário Nogueira a Ministro da Educação, já!

  4. […] dar uma voltinha (curta, que são pouquinhos) pela blogosfera docente fenprofiana (em particular o Miguel parece ter perdido as estribeiras, o que é surpreendente, porque de outros nada se espera de […]

  5. make it better 21/06/2011 às 20:43 Reply

    Antes o Cratês que a cretinice e a infantilização das Pessoas!
    Estou farta da falta de respeito e da arrogância dos que opinam sobre Educação sem saber do que falam!

  6. Dédé 21/06/2011 às 21:28 Reply

    OS GRILOS DA NAÇÃO E a minha curiosidade em ver como Nuno Crato vai descalçar esta bota.

    Assim à primeira o RIGOR parece um bom candidato. A manusear slogans o homem já chegou a Ministro, o mais certo é continuar a explorar o filão no desempenho das funções.

  7. Fernanda 1 21/06/2011 às 22:15 Reply

    “…porque há uma carência generalizada de reconhecimento profissional após um longo calvário de ostracização política e é humano, é compreensível, que o professorado adira à oratória da dignificação da função docente pela via do pretenso aumento do rigor”

    Concordo com esta análise.

    No entanto, prefiro não chamar esta onda de “cratês”.

    Provoca “ruído”, creio.

  8. […] passa despercebido o incómodo, ou o ruído, como designou a Fernanda neste comentário, à “onda do cratês”. Qualquer jargão é redutor e o seu uso sugere um posicionamento de […]

  9. IC 22/06/2011 às 07:04 Reply

    “Estou farta da falta de respeito e da arrogância dos que opinam sobre Educação sem saber do que falam!” Eu também estou farta disso, mas é por isso mesmo que estou farta de Nuno Crato – da sua aflitiva ignorância sobre Educação (ao que acresce a sua cabeça ultra-retrógada sobre ensino-aprendizagem)

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