A seita tem um radar…

Não passa despercebido o incómodo, ou o ruído, como designou a Fernanda neste comentário, à “onda do cratês”. Qualquer jargão é redutor e o seu uso sugere um posicionamento de partida que desconsidera o seu objecto. Quando classifico de cratês o modismo do rigor e da exigência não desqualifico o rigor e a exigência, e muito menos o sujeito Nuno Crato, mas antes quero desacreditar o modismo que lhe subjaz. Quero acreditar que Nuno Crato pensou o mesmo quando se referiu ao eduquês inventado por Marçal Grilo.

Dizia eu que o desconforto pelos seguidores mais próximos ou mais fiéis ao actual ministro da educação é risível porque assenta no falso pressuposto de que quem crítica ou suspeita da competência da equipa ministerial deseja o seu fracasso. O que seria o mesmo que dizer que quem critica a (in)acção sindical é anti-sindical… certo?

Para memória futura

“Um Governo firme no fortalecimento do Estado perante a intrusão de interesses privados, ou de clientelas partidárias e corporativas, nas decisões que dizem respeito a todos e que envolvem os recursos que são de todos.” (PPCoelho, discurso da tomada de posse)

E só bastava cumprir esta ambição para reerguer o Estado: Impedir que o Estado seja transformado em carcaça pelas clientelas partidárias e corporativas.

Estaremos despertos!…