Avaliação do desempenho docente

Posição dos Conselhos Executivos da cidade de Braga: o documento que dei conta aqui e que teima(va?) em não abrir.
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O nosso tempo.

A figura da entrada anterior reflecte um determinado estado de espírito profissional: olhando para o abismo que caracteriza a escola situada, o professor evita o passo em frente segurando-se às amarras da ética profissional. Quer evitar o abandono, o cinismo defensivo, suporta as maleitas até à exaustão.

Isto vem a propósito das grelhas de avaliação [é verdade… apesar das providências cautelares há sempre alguém a escutar a voz do dono] cuja construção revela um mundo de fragilidades dos professores, nomeadamente, ao nível do domínio dos conceitos básicos de avaliação. É grave? Pois…

Por todas as razões que sustentam as práticas colaborativas na escola, é preciso dar tempo para que as equipas de trabalho reforcem as relações de confiança entre os seus membros; é preciso ter tempo para que todos os professores sejam envolvidos na construção dos instrumentos pelos quais serão recolhidos os elementos de avaliação; é preciso ter tempo e evitar a tendência para a uniformização de procedimentos e metodologias de trabalho que desprezem as singularidades disciplinares.

Este é o nosso tempo. Esta é a nossa agenda. É preciso lutar por ela!

Sucesso da treta…

Da escola situada é possível perceber que a obsessão do ME em prosseguir com as mudanças normativas sem avaliar devidamente os contextos de aplicação terá uma consequência óbvia: A melhoria das aprendizagens e dos resultados escolares dos alunos vai passar, inevitavelmente, para segundo plano, uma vez que o tempo disponível dos coordenadores de departamento curricular, do presidente do Conselho Executivo e dos professores vai ser usado para a concepção e desenvolvimento do processo de avaliação de desempenho e para a iminente alteração da gestão escolar.
No meio deste “Tsunami” regulamentador não é fácil encontrar disposição e discernimento para reflectir e descodificar as velhas receitas para combater o insucesso e o abandono escolares. Refiro-me, uma vez mais, aos cursos de nível, aos cursos de educação formação. Estes cursos são uma espécie de tábua de salvação [escolar] para os jovens que já abandonaram ou que estão em risco de abandono escolar antes da conclusão da escolaridade de 12 anos. Atendendo às características dos destinatários, será que basta à escola acenar com uma certificação profissional para fixar estes alunos até ao fim da escolaridade? Até onde pode e deve ir a escola para conciliar os elevados níveis de exigência, que devem estar presentes em qualquer acção educativa, com as dúbias expectativas de resiliência? Não serão desmedidos os níveis de confiança na capacidade da escola em atacar as variáveis exógenas que determinam os abandonos escolares? Qual o preço a pagar pela escola pelo sucesso escolar traduzido em baixos níveis de abandono? Quantos problemas de indisciplina, mais ou menos graves, terão de ser camuflados para não manchar o sucesso estatístico?

Cuidado com a partilha!

A escola situada está carente de uma cultura de partilha. As mudanças suscitadas pelo novo quadro normativo da avaliação do desempenho e as alterações propostas no modelo de gestão escolar reclamam um maior comprometimento do professor com os pares e outros parceiros educativos. Mais confiança nos outros e um maior comprometimento com os outros são requisitos para diminuir as possibilidades de conflitos e de alienação. Contudo, nem todas as formas de colaboração são benéficas e defensáveis, nomeadamente as que prosseguem fins questionáveis e perversos. A agregação simplista dos resultados dos alunos à avaliação do desempenho do professor, por exemplo, pode acelerar a colaboração superficial entre pares e promover fenómenos de adulteração da avaliação dos alunos.
Como evitar estas formas de colaboração inúteis?

Eco…

Paradoxalmente, a lamúria, o desabafo, aquele sentimento de culpa que transporta a sensação de que algo ficou por fazer nas obrigações laborais, enfim, o mal-estar docente que se vai vivendo um pouco por todo o lado mas cada vez mais próximo de nós, não tiveram expressão na adesão dos docentes à greve geral. Faltaram muitos professores à chamada. Foi uma pena!
Ninguém sabe como contrariar a ofensiva política que desqualifica a função docente que surge materializada no novo ECD. Sem contar com a mobilização sindical, ninguém ousa liderar uma iniciativa que afronte esta política neoliberal e neoconservadora. Dantes esgrimiam-se argumentos que visavam sustentar ou combater uma posição de “fura-greves”. Agora impera o silêncio e a resignação. Faltaram muitos professores à chamada. Foi uma pena!…

Desafio

“[…] Burocratas, professores, gestores ou políticos?

A história da administração escolar em Portugal permite identificar quatro concepções dominantes na evolução dos perfis funcionais dos responsáveis pela direcção das escolas:
uma concepção burocrática, estatal e administrativa, em que o director é visto, fundamentalmente, como um representante do Estado na escola, executante e vigilante do cumprimento das normas emanadas do centro e um elo de ligação/controlo entre o Ministério e sua administração central ou regional e o conjunto de professores e alunos que frequentam a escola.
uma concepção corporativa, profissional e pedagógica, em que o director é visto como um primus inter pares, intermediário entre a escola (principalmente os professores) e os serviços centrais ou regionais do Ministério, garante da defesa dos interesses pedagógicos e profissionais docentes, perante os constrangimentos burocráticos e financeiros impostos pela administração.
uma concepção gerencialista, em que o director é visto como se fosse o gestor de uma empresa, preocupado essencialmente com a administração dos recursos, com formação e competências técnicas específicas, com o grande objectivo de garantir a eficiência e a eficácia dos resultados alcançados.
uma concepção político-social, em que o director é visto como um negociador, mediador entre lógicas e interesses diferentes (pais, professores, alunos, grupos sociais, interesses económicos, etc.), tendo em vista a obtenção de um acordo ou compromisso quanto à natureza e organização do “bem comum” educativo que a escola deve garantir aos seus alunos.
Estas concepções informaram de modo diferente os vários quadros legislativos que se foram sucedendo desde os finais do século XIX até à actualidade, embora, na prática, elas se sobrepusessem num sistema de estratificação sucessiva, fazendo com que estas dimensões coexistam (com maior ou menor expressão) na diversidade de modos de exercício dos cargos de gestão que encontramos nas escolas. […]”

Descubra o gestor que tem perto de si.

Turmas de repetentes.

Houve um tempo em que era abominável constituir uma turma de alunos repetentes. Formar turmas de repetentes era antipedagógico por ser discriminatório e anti-social. Era um tempo em que se procurava uma escola integradora, inclusiva, não obstante a existência de uma organização escolar que não permitia personalizar o ensino [paradoxal?]. Apesar de tudo havia algum comedimento na administração escolar que desaconselhava a constituição de turmas com estas características. Quem não se lembra do tempo em que a comédia “hollywoodesca” buscava o enredo em turmas de repetentes?

Hoje a ficção confunde-se com a realidade. Aliás, hoje, a realidade é a ficção. Não importa aqui perceber como é que a comédia passou dos cinemas para as escolas. Sei que apareceram as turmas de currículos alternativos, agora metamorfoseadas nos Cursos de Educação Formação (CEF’s), e no ensino secundário os Cursos Profissionais estão aí para certificar os alunos que ameaçam fugir da escola. Usando a retórica da formação profissional e da emergência da qualificação dos portugueses, os burocratas da educação querem fazer de nós artistas.
Não imaginam a pena que sinto em ter pouco jeito para o cinema!…