Não chega de lamber as botas?

Percebe-se melhor, depois de conhecida a boleia, o ziguezaguear do Cata-vento.

Hoje verborreia sobre o crime de lesa-pátria que foi o crescimento do grupo de Educação Física usando como argumento, o financeiro. Diz ele que fica caro. Diz também que o desporto deve fazer-se sobretudo nas associações e clubes desportivos. Defende que o Estado deve lavar as suas mãos nesta matéria…

150 minutos por semana chegam, diz lá do alto da sua cátedra o sabichão. Presume-se que a OMS, o Parlamento Europeu e os especialistas da área estejam todos enganados.

Lá pelo meio do texto ainda opina sobre a falácia que resulta do facto da classificação de Educação deixar de contar para a contabilização da média aos alunos que prosseguem estudos no ensino superior. O argumento é pobre, pobrezinho de todo. Parece que há alunos prejudicados porque têm notas baixas a Educação Física. “Não me parece que os alunos devam ser prejudicados na média por causa de não terem gosto nem aptidão pela Educação Física.” O professor José Soares já desmontou aqui o argumento biológico, mas o tipo faz ouvidos de mercador…

E a cereja em cima do bolo aparece no remate. Parece que corporalidade não é estruturante. Estruturante é superstição, não é Ramiro?