Governo de iniciativa presidencial

imageVou ao cerne da questão e passo ao largo da contextualização, que é redundante face ao atual momento político e social: O país necessita de um governo de iniciativa presidencial (eu sei, eu sei, a credibilidade deste presidente foi chão que deu uvas…) por políticos com estaleca, mas fora do ativo; Deve ser um governo de políticos não carreiristas, altruístas, movidos pelo sentimento de privilégio por servir a nação; Nenhum desses putativos governantes pode julgar a Constituição um obstáculo ou um entrave para decisões políticas justas e solidárias.

Não sei bem como se poderá lá chegar e que deambulações serão necessárias para atingir esse ponto. O que eu sei é que as sondagens não auguram nada de bom!…

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7 thoughts on “Governo de iniciativa presidencial

  1. Henrique Santos 17/09/2012 às 19:18 Reply

    Não me parece que a solução venha daí, Miguel. Este presidente rasga a Constituição todos os dias, por isso nunca iria nomear um governo composto por gente que a cumprisse. Quanto aos políticos com estaleca, fora do ativo, conheço vários que são uns bandalhos. Aliás, os que tiveram responsabilidades governativas deixaram muito a desejar; e não precisam de deixar de estar no ativo para terem as caraterísticas positivas que lhes apontas como necessárias.

    • Miguel Pinto 17/09/2012 às 19:25 Reply

      Claro, o ideal seria enviar o Cavaco no mesmo pacote, Henrique. Compreendo as tuas reservas… mas pode inferir-se do que escrevi que a condição acerca do cumprimento da Constituição elimina muitas personalidades. Esta hipótese é um mal menor face às sondagens que colocam o Dupond à frente do Dupont, digo eu. É uma pena que um preconceito bacoco dos portugueses sobre as alternativas de poder acabe por premiar os coveiros da Nação!

  2. Henrique Santos 17/09/2012 às 21:11 Reply

    Essa hipótese não seria um Dupond ainda melhor disfarçado, Miguel?

    • Miguel Pinto 17/09/2012 às 21:51 Reply

      Achas que Eugénio Rosa, por exemplo, seria um mau ministro da economia, Henrique? Repara que a minha hipótese contém condições prévias…

  3. Henrique Santos 19/09/2012 às 14:11 Reply

    O Eugénio rosa com certeza daria um bom ministro. Ele, com os seus estudos ainda está no ativo, apesar de já ter uma certa idade. E corresponderia a praticamente todas as condições que colocaste. O problema é que nunca seria nomeado pelo Cavaco a não ser que o presidente fosse obrigado.
    Já agora, como ministro da Educação, na falta do saudoso Rui Grácio, já falecido, eu escolheria o sociólogo Madureira Pinto, pouco conhecido mas com ideias excelentes e progressistas para o campo da educação.

  4. fjsantos 22/09/2012 às 12:34 Reply

    Miguel,
    discordo totalmente do que pensas e propões.
    A única solução aceitável é a demissão deste governo, já. Porque é preciso dar a palavra ao povo, sem medo de que o povo se engane nas escolhas.
    A ideia de que existe uma tecnocracia impoluta acima da política só serve para a continuação do roubo ao trabalho, e para benefício do capital. Por muito anacrónica que esta formulação possa parecer, é isto que tem que ser dito e repetido até que se dilua o efeito mistificador da ação propagandística dos media dominados pelos grupos económicos.

    http://fjsantos.wordpress.com/2012/09/22/virar-o-disco-e-tocar-a-mesma-musica/

    • Miguel Pinto 22/09/2012 às 20:12 Reply

      As sondagens valem o que valem mas por preguiça acabei por não deixar o link para a sondagem que serviu de mote para este post. Está aqui: http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=59502
      Claro que se impõe uma rutura com o centrão responsável pelo estado da nação. Concordarás que há um preconceito aparentemente intransponível no eleitorado quanto à capacidade governativa dos partidos à esquerda do PS. Claro que Cavaco Silva, corresponsável pela crise económica e social do país, seria incapaz de formar um governo por sua iniciativa, governo esse constituído por políticos não carreiristas, altruístas, movidos pelo sentimento de privilégio por servir a nação e que a Constituição não fosse considerada um obstáculo ou um entrave para decisões políticas justas e solidárias. Claro que a minha proposta não tem pernas para andar 😉

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