Farol

António Nóvoa foi entrevistado na RTP em horário nobre.

Não acredito que fizesse rebentar as audiências porque a concorrência das futilidades é imbatível. Mas tenho a certeza que o seu discurso não caiu em saco roto.

Que raciocínio límpido e escorreito; que frontalidade e honestidade intelectual; que convicção e esperança no futuro!

Não sei se foi capaz de inspirar algum político do centrão… provavelmente nenhum se sentirá livre para o reconhecer em público.

Sei que a narrativa de António Nóvoa é herética e funciona como um farol!

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6 thoughts on “Farol

  1. luiz carvalho 03/09/2012 às 22:47 Reply

    pelo que percebi… foi o sampaio da nóvoa que foi entrevistado.
    ou não?

  2. Miguel Pinto 03/09/2012 às 22:49 Reply

    É isso mesmo, luiz. António Sampaio da Nóvoa, o verdadeiro mestre!

  3. luiz carvalho 03/09/2012 às 23:09 Reply

    quando escrevi… estava a passar-me o nome de salvato sampaio… daí o comentário, já que nos documentos que trato e identifico… refiro … antónio nóvoa.

    o da… fez diferença…!

  4. Henrique Santos 05/09/2012 às 19:25 Reply

    Miguel, o António Nóvoa tem um discurso que não me convence. Além do mais é bem assimilado pelos poderes dominantes que temos. Repara como ele foi escolhido pelo nosso inefável presidente e tem presença regular nos nossos média. Isto é bem significativo para mim.
    Para mim ele tem um discurso redondo. Não ataca quem se sabe quem são os responsáveis da crise. E por isso é simpático aos poderosos.
    Dele gosto algumas das ideias no domínio da educação mas quando envereda por estes discursos redondos não me convence pois não vai ao fundo das questões.

    • Miguel Pinto 05/09/2012 às 19:40 Reply

      Olho para António Nóvoa como académico e, sobretudo, como homem da Educação. Quero acreditar que ele se encontra acima da luta política; que se interesse por apontar caminhos que façam sentido (observa o modo como ele se referiu à ditadura dos mercados – palavras minhas, obviamente). Quero acreditar, Henrique, que na eventualidade de ser bem acolhido pelos poderosos, António Nóvoa saiba fazer alianças tácticas (como defendia Apple) que não ponham em risco as crenças em valores humanistas.

  5. Baltazar 17/09/2012 às 18:06 Reply

    Ao contrário do que António Nóvoa afirma o passado traz respostas para o presente na medida em formos capazes de redistribuir os saberes presentes pelos erros cometidos no passado, de modo a prevenir que outros os cometam.
    Um discurso redondo, pois.

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