Uma no cravo e outra na ferradura

O Paulo, que não perde uma oportunidade para molhar na sopa, consegue fazer de um ato de contrição (e ia tão bem lançado) um contra-ataque aos críticos apriorísticos do cratês. Se estivéssemos no nicho do futebolês diria que a estratégia é bem conhecida aqui pelos lados do dragão: É que não há memória de ver um andrade reconhecer um erro, de estimativa ou de facto, e se porventura esse quiproquó não puder ser mais disfarçado, então há que aproveitar para reunir as tropas numa cruzada contra os mouros. E não é que o truque resulta sempre?!

Só não percebi por que razão é que o Paulo pensa que tem maior legitimidade para fazer as críticas que faz ao Nuno Crato. Claro que o problema é meu porque embirro com o Paulo e raramente lhe reconheço uma virtude.

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3 thoughts on “Uma no cravo e outra na ferradura

  1. Paulo Guinote 15/08/2012 às 09:54 Reply

    Miguel, sinceramente, vê lá se começas a escrever algo que valha a pena ler. É que em “futebol~es” a tua escrita e pensamento são do género “manuelmachadês”.

  2. ap7 17/08/2012 às 00:47 Reply

    Li este post do Miguel, o post referido escrito pelo Paulo e o comentário deste neste local, e não consigo deixar de me intrometer, facto pelo qual peço desculpa aos dois intervenientes.
    Primeiro devo dizer ao Paulo que, de facto, não consigo compreender porque o mesmo acha que tem maior legitimidade para fazer as críticas que faz agora do que os que fizeram recusas apriorísticas. Pessoalmente, tal como o Paulo, já tinha conhecimento de quem era e como pensava o atual ministro da educação e, a parir desse conhecimento, inicialmente considerei que não iria ser um bom ministro da educação, ao contrário do que considerava o Paulo. De facto, aquilo que considerei que viria a acontecer não tem fugido muito à realidade. Poderei então, arrogantemente, afirmar que tenho maior legitimidade para criticar o ministro porque as minhas opiniões iniciais estavam mais corretas que as do Paulo? Creio que não, porque só temos legitimidade para criticar após haver factos concretos para o fazer, independentemente do que poderíamos pensar inicialmente. Sendo assim, o Paulo pode criticar o que considerar criticável, tal como todos os outros o poderão fazer. E se houver os que quiserem defender as medidas do ministério, também podem fazê-lo, pois vivemos numa democracia. Desde que as críticas ou elogios sejam sustentados e fundamentados, todos têm direito a fazê-lo.
    Em segundo lugar, se as críticas do Miguel de algum modo “magoaram” o Paulo, vir comentar o texto do Miguel com um «sinceramente, vê lá se começas a escrever algo que valha a pena ler«, fica muito mal. Se o Paulo não gosta do que o Miguel lê, então não leia. Se considera importante criticar o que escreve o Miguel, porque é um direito que lhe assiste, então faça-o do modo que é suposto alguém da nossa profissão o fazer.
    Por fim, devo afirmar que não estou aqui a defender o Miguel. Não discordando do conteúdo do seu post, creio que poderia ter usado um tom menos belicoso e provocatório. De facto, penso que ambos deveriam, no vosso esgrimir de argumentos, usar menos sarcasmo, pois este faz com que se aproveite uma parte cada vez menor de cada comentário.

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