Nem sempre o óbvio é tangível!

Recolocando o problema da luta dos professores: há que pressionar o governo para obstaculizar o avanço das políticas que deterioram a qualidade da escola pública e ostracizam os seus profissionais.

O modo como se deve influenciar o governo em geral, e o MEC em particular, não é consensual e, nos últimos anos, sindicatos, movimentos e blogues de professores divergem nas formas que preconizam. Contudo, há um denominador comum entre estas forças de pressão: todos procuram mobilizar os professores porque se presume que o tamanho conta. A chave do problema parece ser a MOBILIZAÇÃO.

Houve um tempo, logo que Nuno Crato chegou ao MEC, que muitos professores acreditaram que bastavam os argumentos para conter a ofensiva do governo. Talvez por ingenuidade ou pela evidente afinidade ideológica de Nuno Crato comentador, alguns professores acreditaram que estariam dispensados de regressar à rua e que esse tempo estaria esgotado.

Como todos reconhecem agora, quero crer que a opinião dos colegas citados pelo Público retratam a opinião geral dos professores, a mobilização, seja ela em torno de uma iniciativa de sofá ou de uma iniciativa de rua, é uma condição necessária para inverter o rumo dos acontecimentos.

Nem sempre o que parece óbvio é tangível. Quer pela inabilidade de alguns dirigentes sindicais em lidar com a blogosfera, quer pelos preconceitos bacocos de professores com as estruturas sindicais, a verdade é que a onda divisionista, a que se referia o Paulo Guinote na peça jornalística do jornal Público, serve perfeitamente os interesses dos inimigos da escola pública, promotora de uma sociedade sem castas, e de algumas coutadas.

Ora, se o problema são os divisionistas, criem-se as pontes. Há dois colegas que reúnem, a meu ver, o perfil adequado para desempenhar esse papel: o Paulo Prudêncio, pela visibilidade que tem na blogosfera docente e pelo equilíbrio das suas posições críticas, e o João Paulo pela sua experiência sindical e ligação à FENPROF. Tivessem eles vontade porque não lhes falta a capacidade!

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4 thoughts on “Nem sempre o óbvio é tangível!

  1. Isabel Branco pires 07/08/2012 às 19:52 Reply

    Aprovo os eleitos para a luta por via diplomática. 🙂

    Mas quem não se sente, não é filho de boa gente. 😉

  2. IC 08/08/2012 às 04:04 Reply

    Viva, Miguel! Ontem e hoje vim à blogosfera 🙂 Dizes: “quero crer que a opinião dos colegas citados pelo Público retratam a opinião geral dos professores, a mobilização” Penso que nem todos os citados pelo Público, pois não sei contra quem o mais citado procura mobilizar. O “inimigo” não parece ser NC, mas sim MN. Ontem comentei no post de ataque a um dos autores do Aventar, e hoje comentei no post da foto de MN. Têm o direito de ser contra quem quiserem (ou de ser a favor do governo ou de elementos deste), mas foi também pelo baixo nível que se encontra em parte da blogosfera docente que passei a raramente a visitar.
    Penso que estás em férias, de portátil 🙂 Um abraço e boas férias!

    • Miguel Pinto 08/08/2012 às 14:09 Reply

      Obrigado. Pensas bem, IC 🙂 Este ano portei-me mal… 😉

  3. […] bolas… tinha escrito um post todo giro acerca desta tirada deliciosamente humorística do Miguel Pinto e a rede foi-se-me mais os quatro parágrafos que não me apetece reescrever em todo a sua doçura […]

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