Emagrecem os resultados assim como emagrece o investimento…

Os últimos meses foram particularmente difíceis e, sem me dar conta, acabei o ano mais irritado, mais intolerante, mais suscetível, do que é costume. Pudera. As políticas de agressão aos funcionários públicos intensificaram-se e, na escola situada, as políticas de agregação de escolas puseram a nu o impensável.

Havia que sair de cena e, na blogosfera, recorri aos serviços mínimos. As leituras são intermitentes e só escrevo por necessidade, como é o caso, porque os tempos de regeneração devem ser respeitados.

Impõe-se, então, um breve comentário à “nossa” participação olímpica.

Um país que negligencia a cultura desportiva, que desinveste na educação desportiva, que tem uma política avulsa de desenvolvimento desportivo, só por mero acaso alcança resultados desportivos de alto nível. Gostei de ler este texto no arrastão. Acrescentar-lhe-ia talvez um ou outro excerto do texto que li no Público (6/8/12), numa carta à diretora, do leitor Joaquim Moura (versão papel). Destaco, por exemplo, o que diz sobre a “arrogância, vaidade, exigência sem nexo demagogia e pouca noção das possibilidades reais de alcançar as metas sonhadas, a vitória final, por parte dos acompanhantes, imprensa exagerada, e poder político, oportunistas…” Ou quando sugere “uma entidade qualificada, exterior, competente, que faça o estudo, o levantamento sobre o que fazem, em que é que são úteis, de facto, os excessivos membros da embaixada numerosa que acompanha os atletas nobres, e se tamanha comitiva olímpica se justifica tão alargada, tal como a despesa que acarreta e de retorno mais do que duvidoso.”

E por aqui me fico…