Bandeira a meia-haste

O lugar do desporto numa sociedade moderna deve emergir da sua dimensão holística. Reduzir o desporto às suas dimensões comercial e industrial – é o mesmo que o subjugar às regras de uma economia capitalista onde o espetáculo é o ópio do povo – é amputá-lo de dimensões que catapultam o sujeito para níveis superiores de desenvolvimento: Refiro-me concretamente à prática desportiva devidamente orientada e ao desporto como instrumento educacional, duas prioridades governativas que nenhum governo pode negligenciar. Quando um governo opta por camuflar o que é essencial preferindo relevar o que é acessório numa lógica desenvolvimentista, opta pelo simulacro em vez da política responsável.

É exatamente a triste realidade a que assistimos incrédulos, mas impávidos. É uma lástima o oportunismo conivente da comunicação social que parece apenas interessada em navegar a onda do negócio.

A bandeira do desporto português está a meia-haste!