Não se esqueçam da galinha na balança…

… porque é bem provável que ela perca peso.

Mais exames nacionais no ensino básico não é consensual

Hoje estou mais inclinado para a fauna. Mais especificamente para a doença da bicharada. Refiro-me à avaliatite e a sua variante, a examite, que é, como todos já percebemos, uma doença contagiosa face à facilidade como a coisa se apega…

O argumento dos custos e dos recursos agregados serão, para os cratêses mais devotos, amendoins. Feitas as contas, basta poupar com os docentes privilegiados que ainda têm emprego, intensificando ainda mais o seu trabalho, e mandando os contratados para os centros de emprego. O MEC sabe que pode alargar os cordões à bolsa com o circo montado em torno dos exames. Bem, não é pelos custos que a porca torce o rabo. O problema são as dinâmicas de trabalho que se perdem e a entropia na escola como resultado da realização de provas de exame ou das provas intermédias. Eu sei que as segundas são facultativas mas, convenhamos, qual é a escola que está disposta a perder um treino de conjunto (utilizando o linguajar futebolês) ou um ensaio geral quando está aí prestes a chegar o jogo do campeonato (os ditos cujos)?

E depois perdemos um mês e meio de trabalho de ensino e de aprendizagem, porque há que manter a máquina dos chouriços em funcionamento.

Não engordem o porco, não!…

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One thought on “Não se esqueçam da galinha na balança…

  1. Fernanda 20/06/2012 às 12:04 Reply

    Neste momento, a realização de exames está a tornar-se um kit de minas e armadilhas.

    Muito mais fácil do que melhorar o que tem de ser melhorado, algo mais profundo, sacam-se exames da cartola. Assim, num záscataprazzzz!!

    – implementação de exames tem custos monetários. assim sendo, tem de haver garantias de que há fundo de maneio sustentável
    – há um paradoxo entre avaliação interna em áreas disciplinares, em que a componente oral e prática tem um peso de 30%. Como salvaguardar isto numa vertente só escrita de exame?
    – qual a estrutura de que se fala para a elaboração de exames?

    – mais importante: qual o objectivo dos exames e de que modo se pode esperar que o resultado destas avaliações externas tenham um efeito visível para todos na melhoria do ensino?

    Nota: Li agora sobre uma alegada fuga de informação sobre o exame de Português do 12º ano. Nada que seja impossível acontecer. Apure-se o caso e faça-se o que tem de ser feito.

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