Não se esqueçam da galinha na balança…

… porque é bem provável que ela perca peso.

Mais exames nacionais no ensino básico não é consensual

Hoje estou mais inclinado para a fauna. Mais especificamente para a doença da bicharada. Refiro-me à avaliatite e a sua variante, a examite, que é, como todos já percebemos, uma doença contagiosa face à facilidade como a coisa se apega…

O argumento dos custos e dos recursos agregados serão, para os cratêses mais devotos, amendoins. Feitas as contas, basta poupar com os docentes privilegiados que ainda têm emprego, intensificando ainda mais o seu trabalho, e mandando os contratados para os centros de emprego. O MEC sabe que pode alargar os cordões à bolsa com o circo montado em torno dos exames. Bem, não é pelos custos que a porca torce o rabo. O problema são as dinâmicas de trabalho que se perdem e a entropia na escola como resultado da realização de provas de exame ou das provas intermédias. Eu sei que as segundas são facultativas mas, convenhamos, qual é a escola que está disposta a perder um treino de conjunto (utilizando o linguajar futebolês) ou um ensaio geral quando está aí prestes a chegar o jogo do campeonato (os ditos cujos)?

E depois perdemos um mês e meio de trabalho de ensino e de aprendizagem, porque há que manter a máquina dos chouriços em funcionamento.

Não engordem o porco, não!…