Farinha do mesmo saco

Todos temos consciência de que a generalidade dos alunos, na generalidade das disciplinas, só estuda empenhadamente quando a avaliação a sério. Serão poucos os que investem quando a passagem é «de borla». E só se aprende quando se estuda, ao contrário do que é prometido pelos «especialistas» da educação. (Guilherme Valente)

Este senhor, um defensor do cratês que põe a cabeça no cepo pelo rigor não consegue evidências científicas que atestem que sem exames a sério os alunos não estudam.

De tão avesso ao eduquês (conotado com a pretensa ausência de rigor e de exigência sabe-se lá em quê) acaba por estatelar-se na retórica oca da incoerência, como atesta a inexistência de uma crítica ao ministro pela medida facilitista do governo em ostracizar a disciplina de Educação Física e os seus profissionais.

Diz Guilherme Valente que só se aprende com uma avaliação (e classificação, já agora) a sério. Ora, se as coisas funcionam desse modo, que sinal dá Nuno Crato aos alunos do ensino secundário ao não considerar a classificação de Educação Física na Média do Ens Sec para efeito de Ingresso no Ensino Superior? Que as aprendizagens na Educação Física são inócuas e dispensáveis?

Percebem agora por que razão o eduquês e o cratês são farinha do mesmo saco?