O negócio das metas…

Mais Sucesso Escolar: 14 agrupamentos desistem por insucesso

Metas contratualizadas no programa não foram atingidas

Catorze agrupamentos/escolas dos 123 selecionados para o Programa Mais Sucesso Escolar (PMSE) desistiram do projeto por «não terem atingido as metas de sucesso contratualizadas», segundo um relatório do Ministério da Educação, que será divulgado nesta sexta-feira.

A investigação sobre o rendimento educativo identifica um conjunto de variáveis que podem explicar os resultados na educação: variáveis que se referem a fatores não ligados diretamente ao sistema educativo ou às escolas (variáveis relacionadas com as condições sociais e económicas em que decorre a ação educativa) – variáveis extrínsecas; e variáveis ligadas a fatores diretamente relacionados com o funcionamento do sistema educativo (variáveis relativas à organização do sistema educativo, aos processos de ensino e aprendizagem na sala de aula e na escola) – variáveis intrínsecas. Não sei se por voluntarismo ou por conexões partidárias que agitaram alguns diretores nas anteriores legislaturas, houve escolas que  negociaram o sucesso escolar. É importante que a investigação analise o fenómeno e nos ajude a perceber o efeito e a interdependência de cada uma dessas variáveis no rendimento educativo, por razões óbvias. Mas isso é uma coisa. Outra coisa bem distinta é pensar ser possível garantir o sucesso escolar só porque existe um aparente controlo sobre algumas das variáveis intrínsecas. Quero acreditar que foi a partir desta presunção equívoca que um conjunto de escolas contratualizou as metas de sucesso…
Ainda há males que vêm que bem!
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3 thoughts on “O negócio das metas…

  1. IC 21/05/2012 às 01:54 Reply

    Olá Miguel! Ando longe da blogosfera mas hoje vim aqui 🙂
    Eu conheço o Projecto Fenix-Mais Sucesso Escolar e a sua criadora. Acho o Projecto excelente e tem tido muita adesão de escolas. Mas há que esclarecer que um projecto destes só é possível com a aprovação do MEC para que os professores possam ter as condições necessárias sobretudo nos tipos de horários. Ora, o MEC não dá nada de graça, daí que ponha a condição de contratualização das metas de sucesso.
    Que o projecto consegue mais sucesso (“sucesso” pode não ter exactamente o mesmo significado para os professores empenhados e para o MEC), não tenho dúvidas. Parece-me óbvio que nem todas as escolas aderentes conseguirão as metas contratualizadas, mas o problema é que os ditos contratos têm que ser com o MEC e não com os alunos. Como habitualmente, a política do MEC não é de estímulo e fica difícil não ter que desistir…
    Um abraço.

    • Miguel Pinto 21/05/2012 às 14:15 Reply

      Olá, IC.
      “o MEC não dá nada de graça, daí que ponha a condição de contratualização das metas de sucesso.”
      Um contrato pressupõe o acordo de vontades entre as partes. Como dizes, e bem, fica difícil não ter que desistir…

  2. Rui Ferreira 22/05/2012 às 23:23 Reply

    O sucesso escolar não se compra.
    As suas causas são transversais a vários setores da sociedade.
    Mesmo que fosse possível comprar, a condição de contratualização das metas teria, inevitavelmente, de comportar todas as variáveis.
    Juntem todos à mesa e talvez se consiga fazer algo (professores, alunos, famílias, tutela, etc.).
    O artificial nunca irá servir!

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