Banho-maria

 Oliver Clerc, o escritor e filósofo, nesta sua breve história, põe em evidência as funestas consequências da não consciência da mudança que afeta a nossa saúde, as nossas relações, a evolução social e o ambiente.

A rã desta história não sabia que estava a ser cozida.

Imagine uma panela cheia de água fria na qual uma pequena e inocente  rã nada tranquilamente.

Uma pequena fonte de calor é colocada debaixo da panela. A água vai aquecendo lentamente.

Pouco a pouco a água vai ficando morna. A rã acha isso bastante agradável e continua a nadar.

A temperatura da água porém  continua a subir.

Agora a água  já está quente demais para a rã poder desfrutar e nadar tranquilamente.  Sente-se um pouco cansada mas, não obstante isso, não se amedronta.

Finalmente a água está realmente quente. A rã acha isso bastante desagradável, mas já está muito debilitada e por isso aguenta e não faz nada.

A temperatura continua a subir até que a rã morre cozida!!!

Se a rã tivesse sido atirada para a água, com ela já  quente, a pelo menos 50 graus de temperatura, ela a rã,  com um golpe de pernas teria saltado para fora da água.

Esta situação vem provar que, quando uma mudança acontece muito lentamente, escapa à nossa consciência e não desperta na maioria dos casos qualquer reação, revolta ou oposição da nossa parte…

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5 thoughts on “Banho-maria

  1. ana 19/04/2012 às 20:18 Reply

    Por isso é que o ministro das finanças se atreve a dizer isto, porque acha que, por cá, as rãs estão quase cozidas?

    “No meu país, as pessoas estão completamente dispostas a sacrificar-se e a trabalhar mais para que o programa de ajustamento seja um sucesso….”

  2. Henrique Santos 19/04/2012 às 23:03 Reply

    Miguel, acho que há outra táctica que tem sido usada em vários lados e agora também cá em Portugal e que explica a inacção de quem se deveria mexer. É a “Doutrina do choque”. Pode ser vista num filme que recomendo aos professores todos. encontra-se aqui:

    • Miguel Pinto 22/04/2012 às 23:12 Reply

      O filme é longo mas vale a pena, Henrique. Obrigado pela sugestão.

  3. Rui Ferreira 22/04/2012 às 14:39 Reply

    Caro Miguel,

    Tal como o nosso Caro Luís Costa (blog DaNação) eu também acredito noutra variável, o medo:
    “É inegável: o medo apoderou-se dos professores. Ele está presente nas entranhas conscientes e inconscientes, e condiciona quase todas as suas atitudes. O medo é superior ao poder concedido aos directores e mesmo superior ao texto da Lei. O medo é a própria Lei.”

    Cumprimentos.

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