Revisão curricular – Uma proposta herética

Acompanhando a interpelação de José Soares: “que alternativa tem a Escola para combater a epidemia da obesidade e o aumento assustador da diabetes tipo 2 que não seja o exercício e a alimentação? Tratada a alimentação, o que propõem para o exercício? Presumo que alguns estejam a dizer que este é um aspecto secundário. Deixem-me dizer que segundo a Organização Mundial de Saúde estima que esta geração mais nova vai ser a primeira a ver os seus filhos morrerem antes deles. A esperança de vida vai, de forma estúpida, diminuir. Se a Escola não se preocupa, quem se deve preocupar?”

Não vou tão longe ao desejar que a Escola, pela via da Educação Física, proporcione 1h por dia de atividade física (sim, se não for assim, tirem lá a palavra “saúde” dos objetivos), nem pretendo reduzir os objetivos desta disciplina à temática da saúde. Apesar de não querer reduzir o alcance da disciplina à questão da saúde, sinto-me obrigado a questionar algumas vacas ideias sagradas que trespassam a “ideologia do rigor e da exigência”.

Correndo o risco de falhar a minha independência na abordagem à alteração inócua ao desenho curricular (e chamem-me lá corporativo por uma vez), há condições, sem tocar no máximo total de carga curricular, para darmos mais um passo em direção ao objetivo da 1 hora diária de atividade física.

Sendo a escola pública laica, por que razão é realizada a oferta unilateral (voluntária para os alunos mas obrigatória (?) para a escola) de uma confissão religiosa?

Acham mesmo que é uma heresia transferir 45 minutos por semana de EMR nos 2ºs e 3ºs ciclos para a EF, e 2x 45 minutos no secundário?

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3 thoughts on “Revisão curricular – Uma proposta herética

  1. […] Física (3) ficam na mesma. Estou curioso por perceber o que vai acontecer ao Desporto Escolar. A proposta do Miguel é bem mais interessante e […]

  2. Rui Ferreira 28/03/2012 às 22:53 Reply

    Caro Miguel, parece que no trilho não vou apenas eu.
    E a questão será sempre a “corporativa” aos olhos dos leigos (que tolero) e de outros que sendo técnicos, para além de leigos, são também incompetentes (já não tolero).
    Não, não é o “corporativo”, antes o ciclo de regeneração da célula viva que asseguram os fenómenos de supercompensação e que, por sua vez, trazem uma melhoria no âmbito das capacidades motoras, condicionais e coordenativas, com todos os benefícios para a saúde do indivíduo. Já para não falar da potencialidade pedagógica que é reconhecida à práticas das atividades físiscas e desportivas no âmbito da educação para a cidadania.
    Enfim, trocos … Bom mesmo era passar as horas de EF para a Matemática e o Português e o problema ficaria resolvido. Bem preparados para cingrar profissionalmente mas acamados sem poder exercer cabalmente as suas ações.
    Caricatura? Não. Falem com a célula que ela bem capaz de alterar o seu ciclo regenerativo.

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