O professor é um agente político!

O Paulo Guinote retoma aqui um conjunto de questões sobre a essência do movimento associativo sindical: “Afinal quem representam ou pretendem representar os sindicatos de professores? Todos os professores, só os seus sindicalizados ou facções de professores? Ou facções político-ideológicas de professores?”

São questões que nos remetem para as contradições da representatividade sindical e, sobretudo, para as tensões que trespassam os movimentos associativos. Podemos afirmar que os raros consensos e as inúmeras divisões intra e inter movimentos de professores contribuem para acentuar a tendência da desprofissionalização (ou proletarização) a que os professores têm estado sujeitos nas últimas décadas? Será porque as dimensões ideológicas têm prevalecido sobre os critérios profissionais?

Estando a ação do professor marcada por uma forte intencionalidade política, devido aos projetos e às finalidades sociais de que são portadores, o professor terá de ser, inevitavelmente, um agente político. E os modelos associativos dos professores refletem bem as filiações políticas e ideológicas dos seus membros. É evidente que nos modelos associativos emerge um quadro tensional onde se entrelaçam as práticas associativas e se definem os eixos reivindicativos.

Para o bem e para o mal (João Paulo estás coberto de razão) “só há uma maneira dos Professores conseguirem reagir a essa força exercida pelos partidos – entrar nos sindicatos e participar. Deixar o conforto do teclado, dos blogues e do facebook. Passar ao mundo real e exercer activamente um papel que é de cada um e de todos. Ou seja, estar na Blogosfera (como eu estou!) a dar uns palpites e não contribuir nada para a mudança de práticas, é algo pouco razoável.