Só para tipos com boa inteligência lógico-matemática…

No 2º ciclo, as áreas não disciplinares ocupam 18% do tempo lectivo. Em comparação com outros países, Portugal “é o campeão da dispersão curricular”, frisou Nuno Crato.
As áreas não curriculares vão desaparecer das escolas a partir do próximo ano lectivo na sequência da nova estrutura curricular propostas pelo Ministério. O objectivo, repetiu Crato, é o de centrar aprendizagens nos conteúdos essenciais
.

Há muito que defendo a eliminação das áreas não curriculares, assim como defendi em tempos a eliminação da área escola. Estes abortos pedagógicos, que não se confundem com a atividade desenvolvida nos clubes escolares (devidamente regulamentados e de frequência facultativa), não têm qualquer cabimento na minha concepção de escola pluridimensional ou cultural.

Por razões bem diversas, concordei com o ministro da educação quando este decidiu remover do currículo as áreas não curriculares. Mas discordo de qualquer redução curricular que se faça desdenhando a teoria das múltiplas inteligências de Gardner. Quando o ministro considera que tem o objetivo de centrar aprendizagens nos conteúdos essenciais, refere-se aos conteúdos essenciais que estimulam uma determinada inteligência.

Fui claro?… Não?!…

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Errata: Onde se lê “áreas não curriculares” deve ler-se “áreas curriculares não disciplinares”