Pensamentos avulsos, nada desconexos, sobre a alteração curricular.

1. Não é nada pacífico o processo pelo qual uma determinada elite procura impor o conhecimento que a sociedade deve interiorizar como oficial. A Escola é uma via e o currículo é o instrumento utilizado por essa elite para impor o conhecimento.

2. Observando a proposta do governo para a reorganização curricular percebe-se um grande peso ideológico no modo como são distribuídas as cargas horárias das diferentes disciplinas escolares. A conceção reducionista da educação, obcecada pelas exigências do mercado, acaba por afetar o desenho curricular conquistando preponderância as disciplinas que presumivelmente servem os interesses dessa elite conservadora.

3. Os professores têm sido renegados sistematicamente pela tutela na discussão sobre a configuração do desenho curricular . Percebe-se a hegemonia da conceção neo taylorista de escola. Os professores surgem no “lugar do morto” na discussão entre o governo e os diretores. Seguem (n)a viagem mas não têm qualquer intervenção na condução do processo.

4. É bem provável que se relevem valores perversos nas aulas, como o individualismo, o classismo, o egoísmo, a rivalidade,…

3 thoughts on “Pensamentos avulsos, nada desconexos, sobre a alteração curricular.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s