Entre o fado e o samba…

Reencontrei um amigo que emigrou há cerca de década e meia. É raro sair do Brasil e quando regressa o tempo é escasso para a família. A cavaqueira foi curta para as pontas que ficam sempre por ligar e que permanecem soltas de outras conversas inacabadas. Mas ainda houve tempo para falarmos do presente e do modo peculiar como ele é sentido no ambiente cultural onde está imerso. E se há uma marca distintiva entre o cidadão comum português e brasileiro é o modo como este vive e exalta o presente. E quando o efémero ocupa um lugar tão central na vida das pessoas, o futuro até pode ser menos tormentoso, não fosse este um modo quiçá alienado de olhar o presente…

Desgraçado fado este de agregarmos o futuro ao presente. Porque sempre que o futuro se veste de negro, acabamos por acinzentar as relações pessoais.

Urge metamorfosear o fado, “sambando-o”…

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