A pessoa é um número.

A educação faz parte de um conjunto de criações humanas que se aceita como algo de bom e que é conveniente para todos, até ao ponto de ser convertida num direito humano e universal e num dever de toda a população, que deverá usufruí-la em condições de igualdade e gratuitidade.

A educação é a saúde disputam, pelas mesmas razões, um espaço mítico no qual se encontram as representações de progresso. E é difícil de conceber a obrigatoriedade da educação, assim como o direito ao serviço nacional de saúde, sem se garantirem as condições de acesso.

Hoje, depois de passar pelo blogue do Arlindo, fui encaminhado para uma declaração de Manuela Ferreira Leite, em meados do mês de Outubro, em que a antiga ministra das Finanças pede ao Governo que sejam feitas reformas estruturais no sector público que acompanhem as medidas de austeridade, propondo que a saúde e a educação sejam temporariamente “pagas por todos aqueles que podem pagar”.

Esta afirmação daria pano para mangas. Da falácia do que é apresentado como temporário para se afirmar como definitivo, à perda de significado, de valor, e de expectativas, da escolarização, podíamos construir o quadro mental em que se desenham as correntes neoliberais que tiranizam as pessoas.

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