Vender os anéis antes dos dedos…

No vídeo que sugeri aqui, a professora Maria da Conceição Tavares considera que a “ajuda” do FMI é nefasta pelas medidas estruturais que encerra e usou como exemplo a dívida brasileira e a visão estratégica de Lula da Silva que recusou tornar-se refém do Fundo Monetário.

Corrijam-me se digo algum disparate:

Atendendo à trajetória de empobrecimento desencadeada pela aplicação das medidas impostas pela troika, não seria este o momento de utilizar as reservas em ouro do Estado para resgatar a dívida ou, sendo estas reservas insuficientes, amortizá-la para um valor suportável?

Como não podemos contar com a ajuda do BCE, que parece maniatado pelos termos dos tratados que os países membros assinaram noutra conjuntura, não será este o momento de vender os anéis antes que nos exijam os dedos?

Sendo a economia uma ciência esotérica, não acham que é tempo dos videntes apontarem para outras estrelas?

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5 thoughts on “Vender os anéis antes dos dedos…

  1. IC 04/11/2011 às 05:58 Reply

    Miguel, se temos reservas em ouro, então estão reservadas para quê? Ou seriam compradas ao preço da prata? Perguntas aqui que ningém nos ouve, pois não percebo nada disso. Na verdade, nem quero perceber, pois já me basta o que todos percebemos bem…

  2. citizen 04/11/2011 às 22:55 Reply

    Miguel
    “(…) não seria este o momento de utilizar as reservas em ouro do Estado para resgatar a dívida ou, sendo estas reservas insuficientes, amortizá-la para um valor suportável?”
    deves ler este artigo
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/reservas-de-ouro-banco-de-portugal-divida-publica-defice-crise-portugal/1244331-1730.html

  3. Miguel Pinto 05/11/2011 às 10:19 Reply

    Obrigado pela referência, citizen. É arrepiante saber que as reservas de ouro correspondem a 2 BPN´s. Ou que as nossas reservas de ouro têm sido desperdiçadas, paulatinamente, numa trajetória inconsequente. Ou, pior ainda, se os nossos videntes não encontrarem outra saída, teremos de vender os dedos para ficar tudo na mesma…
    Mas o que me preocupa ainda mais é saber que a “ajuda” no FMI é um obstáculo ao nosso desenvolvimento, pelas contrapartidas que requer, e que os PPC da nossa praça defendam um reforço dos obstáculos.
    Se isto não é masoquismo é estupidez!

  4. de Barroso 06/11/2011 às 20:42 Reply

    http://www.elpais.com/articulo/economia/global/Islandia/camino/tomamos/elpepueconeg/20111030elpnegeco_2/Tes

    Vale o que vale, mas dá algumas pistas para relativizar aquilo que nos querem impor como inevitável.

    • Miguel Pinto 06/11/2011 às 21:17 Reply

      Boa sugestão de leitura, de Barroso. Obrigado.

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