Para perversão, perversão e meia.

Ficara com essa ideia quando li a primeira versão do modelito, instigado pelos efeitos da isenção da avaliação aos professores colocados nos 3 últimos escalões da carreira. Sem avaliação, os professores não encontrariam qualquer entrave à progressão. Seria uma espécie de progressão automática determinada pelo bom rigor cratês.

Alteradas essas condições, não existindo excepções na avaliação, procurei no meu leitor de PDF’s, através de uma pesquisa orientada em busca da palavra-chave: vagas.

Encontrei apenas uma referência, aqui, no Artigo 23.º

Efeitos da avaliação:

(…)

3- A atribuição da menção de Excelente ou de Muito Bom no 4.º e 6.ºescalões permite a progressão ao escalão seguinte, sem observância do requisito relativo à existência de vagas.

Nada de novo, portanto!

Se o ministro Nuno Crato considera que a existência de percentis e de percentagens impossibilita a massificação de classificações muito boas e excelentes, o que revela desde logo o grau de confiança que o ministro sente nos profissionais do ensino, por que razão não considera que essas mesmas escolas e professores poderão reservar as melhores classificações para os professores dos dois escalões sujeitos a vagas de acesso?

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One thought on “Para perversão, perversão e meia.

  1. Rui Ferreira 07/09/2011 às 23:57 Reply

    O que eu gosto mesmo é da argumentação relativamente às quotas: elas (as quotas) decorrem do que se encontra instituído para a administração pública.
    Se está bem ou mal isso nada interessa.

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