Um imposto para os hipocinéticos, já!

O Bastonário da Ordem dos Médicos veio defender a criação de um imposto sobre a fast food. A obesidade custa muitos milhões de euros aos contribuintes e é um problema de saúde pública. Pressionado com as restrições orçamentais no Ministério da Saúde que respingam os médicos, o Bastonário avança com uma proposta de onde subjaz a lógica da relação utilizador pagador.

Mas se a ideia é taxar as causas da obesidade, podemos ir mais longe, e no limite, até poderíamos taxar os progenitores, mortos ou vivos.

A ideia do Bastonário é brilhante e subscrevo-a na íntegra mas na condição de ir um pouco mais longe. Um imposto que incida sobre uma das causas indirectas da obesidade, além de ser injusto, porque há gente saudável que consome ocasionalmente fast food, oculta outras causas significativas para o problema da obesidade. Estou a pensar nas práticas profissionais sedentárias.

Na linha do que defende o Bastonário da Ordem dos Médicos proponho, então, a criação de um imposto extraordinário para os médicos e para todas as outras profissões hipocinéticas.

Anúncios

8 thoughts on “Um imposto para os hipocinéticos, já!

  1. Fernanda 06/09/2011 às 13:31 Reply

    Era para escrever qualquer coisa inteligente e criativa sobre esta taxa e sobre o bastonário mas já me vai faltando o “rancor” como na anedota do compadre e da comadre alentejanos.

  2. Fernanda 06/09/2011 às 20:36 Reply

    Boa ideia esta, salvo erro da DECO: diminui-se o IVA da comida saudável.

    Assim come-se mais saudável, sofre-se menos de obesidade e usa-se menos o SNS. Certo?

    • Miguel Pinto 06/09/2011 às 22:01 Reply

      Este governo não sabe conjugar o verbo diminuir (impostos/IVA), Fernanda 8)

  3. Rui Ferreira 06/09/2011 às 23:14 Reply

    Caro Miguel,

    Só posso alinhar pelo raciocínio.
    No nosso vinhinho não porque moderado só faz bem, mas tudo que é bebida branca e tabaco tem de ir por aí acima.

  4. Rui Ferreira 06/09/2011 às 23:32 Reply

    Que parvo que eu sou, fui logo falar do acessório.
    Peço desculpa.
    Nesta luta contra a obesidade porque não iniciar com uma medida mais simples e muito mais eficaz: NÃO FAZERV LETRA MORTA das orientações emanadas pelo próprio Ministério da Educação, particularmente no que se refere ao estabelecido nos programas da disciplina de EF. Repito, SIMPLES, porque já se encontra estabelecido.
    Falo concretamento do número de estímulos semanais da EF:
    – Programa de EF para o 3º CEB, página 18;
    – Programa de EF para o Secundário, página 21;
    – Programa de EF para os CEF, página 22.
    “O número de sessões semanais e a forma como são distribuídas ao longo da
    semana são um dos aspectos críticos na organização dos recursos temporais. Este
    programa foi elaborado na condição de existirem no mínimo três sessões de Educação
    Física por semana, desejavelmente em dias não consecutivos, por motivos que se
    prendem, entre outros, com a aplicação dos princípios do treino e o desenvolvimento da
    Aptidão Física na perspectiva de Saúde.”

    • Miguel Pinto 06/09/2011 às 23:37 Reply

      Não deixa de ser paradoxal que o próprio MEC não crie as condições com as quais se comprometeu tacitamente quando “obriga” ao cumprimento dos programas nacionais da disciplina de Educação Física, Rui.
      Mas teremos de ser compreensivos com o ministro da educação porque ele agora está muito preocupado com as suas disciplinas predilectas… 8)

  5. Rui Ferreira 06/09/2011 às 23:50 Reply

    Digo isto muitas vezes em jeito de provocação, uma vez até numa oportunidade que tive junto do ex-secretário de estado Laurentino Dias: porque não distribuir as horas de EF a outras disciplinas se o processo, para esta disciplina, é estéril à partida.

    Estou farto deste país do faz de conta.

  6. Rui Ferreira 07/09/2011 às 00:23 Reply

    “Quem tem a responsabilidade, não só tem que legislar, mas também, fazer cumprir o que legislou. Se é compreensível não se poder cumprir o que não se legislou, o contrário já não é aceitável. Se a racionalidade da autoridade entende que a Educação Física no 1º Ciclo é um aspecto fundamental para a formação de todas as crianças, é inadmissível o seu incumprimento. Não se trata apenas de um problema de razão mas também de emoção. Se a aplicação da lei serve também de vibrador emocional, é caso para perguntar onde está a indignação pelo seu não cumprimento? Se nós não nos podemos recusar em obedecer às leis, como podem os diferentes governos sobreviver não cumprindo o que está legislado? Como se poder andar fora-da-lei?”

    Uma Lei Justa quando não é Aplicável torna-se Imoral.

    José Gregório Viegas Brás
    Universidade Lusófona

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: