Os sindicatos têm a posse da bola…

O processo negocial da ADD está aberto e cabe aos sindicatos pronunciarem-se sobre a proposta que lhes foi apresentada pelo governo. Considero que a única solução sensata seria suspender o processo durante o próximo ano lectivo, não resultando daí qualquer perda para o contribuinte porque as progressões na carreira estão congeladas, para se cuidar devidamente o emaranhado regulamentar. Este seria um ponto prévio que os sindicatos deveriam defender na próxima ronda negocial. Não sendo aceite, importa começar o ano lectivo com a regulamentação da ADD já aprovada e devidamente divulgada porque é um bom princípio que as regras do jogo sejam conhecidas antes do seu início. E não havendo sensatez, como aliás tem sido habitual, concordo com o Francisco quando propõe ao seu sindicato que a decisão sobre esta matéria seja adiada para a última ronda de forma a permitir ainda a realização de plenários sindicais nos primeiros dias de Setembro. Do mesmo modo, como delegado sindical não me pronunciarei nessa condição sem ouvir os colegas que represento e só eu me devo sentir vinculado às opiniões transcritas neste blogue.

Sobre a ADD propriamente dita a manutenção das quotas é razão suficiente para recusar um acordo. Ou aceitamos a premissa de que as quotas são um excremento pedagógico, e não aceitamos que desempenhos meritórios sejam travados por uma qualquer engenharia financeira, e não assinamos o acordo; ou aceitamos a premissa de que a ADD é um assunto de contabilidade de merceeiro e rateamos os percentis ou as quotas para premiar esses mesmos desempenhos.

A Fenprof, sendo coerente com o que tem defendido nesta matéria, não deve assinar o acordo se forem mantidas as quotas ou os percentis.

Estando em desacordo na generalidade mantida a questão das quotas, deve no entanto participar nas negociações e procurar burilar o documento tornando-o o menos gravoso para os docentes. Sobre essas questões pronunciar-me-ei mais tarde.