A náusea da autoflagelação.

Têm de se alterar os programas de ensino para lhes retirar a ideologia pedagógica das competências, fazendo regressar os programas à sua essência que são os conteúdos. (Maria do Carmo Vieira, professora de português do ensino secundário, na SICN)

Estou cada vez mais convencido de que os anti-eduqueses andam emaranhados na sua oratória. A fantasmagoria do eduquês ofusca-lhes o raciocínio.

Qualquer programa nacional é uma mera orientação, um referencial de temas e de conteúdos de aprendizagem que guiam o ensino do professor. Ele é tão prescritivo quanto as escolas e os professores o desejarem. Ao invés de procurar razões endógenas para a incapacidade de se desconstruir os programas nacionais nos órgãos colegiais dentro da escola situada, os professores deviam evitar a autoflagelação em público com a argumentação, demasiado pobre e desqualificante da sua condição de intelectuais livres, de que a culpa, a busca continuada da culpa, é sempre do outro, do centralismo do ME ou… da ideologia pedagógica das competências. A culpa, este sentimento de culpa irracional, parece ser a fonte da letargia. Mas há uma saída, meus caros. Ao invés de buscarem o indulto pela inércia do trabalho de equipa no modo como se manuseiam os programas sejam audazes!

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