Recusar a “meritocracia” de conveniência: Urge democratizar a escola!

“Os problemas do mundo atual exigem uma escola meritocrática, não uma escola que se esgota em projetos de treta, cidadania para aqui e para ali e muita fabricação de sucesso estatístico.”

O Ramiro está coberto de razão: os problemas do mundo actual exigem uma escola meritocrática. Não uma meritocracia manca que apenas destaca aptidões e capacidades de conveniência para um determinado tipo de aluno. Os problemas do mundo actual exigem uma escola democrática que promova todas as aptidões e capacidades das crianças e jovens. Sendo a escola actual unidimensional, no modo como promove o desenvolvimento das crianças e jovens, o discurso da meritocracia acaba por ser inconsequente se não for qualificado de democrático. Para que a escola actual atinja a diversidade das aptidões de todos os sujeitos que a frequentam e que reconheça não uma mas todas as excelências que fazem transcender o ser humano, tem de mudar de paradigma: A escola meritocrática vale muito pouco se não for democrática. Defender o mérito sim. Mas todos e de todos!

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6 thoughts on “Recusar a “meritocracia” de conveniência: Urge democratizar a escola!

  1. ramiro marques 26/06/2011 às 21:32 Reply

    Miguel
    Concordo. Por isso defendo apoios tutoriais a sério pelos professores mais experientes aos alunos com dificuldades.
    Abraço

    • Miguel Pinto 26/06/2011 às 21:59 Reply

      Ramiro:
      A escola actual privilegia o desenvolvimento das inteligências lógico-matemática, linguística e naturalista. As áreas disciplinares mais orientadas para o desenvolvimento das outras inteligências são acessórias face ao ordenamento do currículo. Enquanto não houver coragem de alterar esta circunstância, advogar a escola meritocrática só devia servir para reclamar mais democracia. E não é isso que está a acontecer, com muita pena minha.

  2. Paulo G. Trilho Prudêncio 26/06/2011 às 22:53 Reply

    Viva.

    Não quero acreditar que alguém advogue um qualquer back to basics, Miguel. Não parto para estas discussões com a preocupação em confrontar esse discurso, Tenho lido sempre o cuidado de sublinhar que não é disso que se trata. O problema é mesmo organizacional. Portugal, e no que toca à formação nas mais diversas áreas, é um exemplo do que não deve ser feito. A escola tem sido relegada para um lugar muito secundário.

    Abraço.

  3. fjsantos 26/06/2011 às 23:10 Reply

    Paulo,
    Tens todo o direito de não querer acreditar. Podes mesmo recusar ouvir e ler o discurso. Infelizmente, receio que não passe de um muito bem intencionado “wishfull thinking”.
    Desde o novo ministro, até ao menos mediático dos seus apoiantes, nas escolas e na blogosfera, o que se advoga é mesmo o “back to basics”. Até porque é quanto baste para assegurar o capital humano que reclamam os nossos “empresários de sucesso”.
    Abraço

  4. IC 27/06/2011 às 06:25 Reply

    Miguel, por mim já não tenho paciência para discutir perspectivas. Para quê discutir seja o que for na área da Educação enquanto está em “alta” a cegueira sobre quem é, de momento, o ministro da educação – retrógrado, elitista, nas tintas para uma escola democrática e altamente ignorante sobre o ensino não universitário?

    • Miguel 28/06/2011 às 23:25 Reply

      Permita-me deixar uma pergunta: olhe para a escola actual e diga-me, por favor, se lhe parece que a Educação está de boa saúde.

      É que a mim parece-me que não. Por todo o lado vejo maus alunos, mal formados e mal preparados (sobretudo mal educados), vejo maus professores (com deficiências graves de formação científica e pedagógica), vejo alguns bons professores a tentar salvar o que há para salvar , que são os alunos, sem recursos ou sem apoios, vejo programas disciplinares desfasados da realidade ou completamente tomados de assalto por uma certa esquerda retrógrada e caquética, muito bem representada por Ana Benavente (que foi a pior coisinha que podia ter acontecido ao país em matéria de educação), vejo sindicatos de professores mais preocupados com as horas de redução e com os subsídios das acções de formação, vejo… enfim, vejo muita coisa pouco agradável.

      Pensa, então, que NC vai conseguir, sozinho, piorar ainda mais aquilo que já é tão horrível e a que fomos conduzidos nos últimos 30 anos?

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